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Archive for the ‘Análise do Comportamento’ Category

a grande Psicologia

Durante muitos anos, estudei apenas análise do comportamento. Foi uma escolha óbvia, diante da necessidade do conhecimento para o meu mestrado e especialização. Pelas características da análise do comportamento (praticamente uma área separada), terminei por abandonar a Psicologia. Ou melhor, as Psicologias.

O reencontro está acontecendo agora no trabalho como professor. Preciso relembrar, reaprender, muitos temas, abordagens, conceitos que haviam sido literalmente relegados à perfumaria por mim. Está sendo muito bom. Continuo com a opinião firme de que a Psicologia, em sua diversidade, está muito maior do que deveria ser. No entanto, percebo (relembro) com alegria que existem muitas idéias ótimas no meio da confusão.

Além da delícia que é ensinar e despertar o interesse dos alunos, eu mesmo estou interessado e aprendendo nessa nova fase profissional.

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Visitem o novo site sobre análise do comportamento e Psicologia:

Análise do Comportamento

Autismo e Necessidades Especiais

Terapia e Terapia Comportamental

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Psicologia

A conseqüência comanda o processo (da série: Adeus, Mente)

Imagine um cara colocado diante de um computador. Na tela, existem um monte de figuras, que são substituídas por outras a cada 5s. Alguém diz a ele que clicar nas figuras corretas produz pontos e que esses pontos podem ser trocados por dinheiro! Olha, tenho certeza que nosso protagonista começaria a clicar em cima de todas as figuras!

Mas aí, uma coisa acontece: clicar em figuras predominantemente verdes nunca produz pontos! Mas clicar nas figuras mais azuis sempre produz pontos! Como bom cidadão que nosso protagonista é, ele passa a pressionar somente as figuras em que a cor azul domina. O verde deixa de ser interessante. A partir de um certo ponto, ele praticamente deixa de ver o verde. A vida dele é azul e seu bolso está ficando cheio!

Por que isso acontece?

Já foi dito em outro texto que a força mais poderosa da natureza é a sensibilidade dos seres vivos às conseqüências do que fazem. Sim, além do protagonista, um pombo também começaria a bicar somente as figuras azuis. Aliás, qualquer outro animal que enxergasse matizes de cores, pressionaria somente as figuras azuis! Do rato ao homem, todos os seres são controlados pelos resultados das próprias ações.

Funciona de forma bem simples: as ações que geram conseqüências “boas” para quem as realizou têm alta chance de serem repetidas. As ações que geram conseqüências ruins deixam de ocorrer. Ou seja, a idéia é que nosso comportamento é controlado pelo que vem depois dele, e não pelo que vem antes!

Mas, calma. Nenhum comportamento acontece no vácuo. Há sempre uma situação em que ele ocorre. Voltando ao exemplo do cara clicando nas figuras azuis. Nosso protagonista clica nelas porque isso produz pontos, certo? Reparem que tem mais aí. Ele clica quando as figuras são azuis, mas não quando elas são verdes. Isto é, de certo modo, ele consegue diferenciar entre ambas.

O comportamento é clicar! A conseqüência são os pontos! Mas ele só faz isso diante do azul! Nunca do verde! O azul deve controlar o comportamento dele de alguma forma!

E é isso mesmo que acontece! Como a pontuação só ocorre para o azul, o comportamento do protagonista começa a ser controlado pela cor azul! Fica melhor! Ele só é controlado pela cor azul, porque ela está correlacionada com os pontos!

É a conseqüência do comportamento (os pontos), que faz com que o comportamento volte a ocorrer, e é também a conseqüência que faz com que o azul se diferencie do verde! A conseqüência comanda o processo! No final, ficando um pouco mais técnico, temos o seguinte:

  • R= a resposta do organismo (no nosso exemplo, clicar)
  • SD= contexto em que a resposta ocorreu (no nosso exemplo, a cor azul)
  • SR= conseqüência da resposta (no nosso exemplo, pontos)

O objeto de estudo da análise do comportamento é a relação entre esses três eventos:

 

SD –> R –> SR

Ou seja, o comportamento (R) é controlado principalmente pelo que acontece depois dele!
E isso também produz o primeiro elemento, O SD!

Ficou curioso? A série Adeus, Mente fala muito mais sobre isso. E terei prazer em responder a quaisquer perguntas.

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sou fã – parte i: ciência

Este post é para eu mesmo me lembrar das coisas boas da vida. Vou listar aqui pessoas, livros, filmes, músicas, dos quais sou fã. Vou começar com ciência.

Leonardo da Vinci

da-vinci.jpg

Esse mano foi o cara. Ele era anatomista, pintor, arquiteto, engenheiro, músico, escultor, anatomista e queridinho da mamãe. A existência de uma pessoa como da Vinci faz a gente pensar na potencialidade humana. Quanta coisa uma pessoa pode fazer! É incrível.

Viveu de 1452 a 1519. Filho ilegítimo, mãe camponesa ou escrava, Leonardo nem mesmo tinha um sobrenome. O da Vinci veio da região onde nasceu. Ele assinava os quadros como Leonardo.

Há quem estime que esse Renascentista foi o maior gênio da humanidade. Eu voto nele.

A pintura ao lado foi obra dele. Clique aqui pra saber mais.

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Charles Darwin

darwinjpg.gifO criador da Teoria da Evolução matou Deus. Claro, você pode não concordar e, de um jeito ou de outro, ser um Criacionista, ainda que não radical. Mas a verdade é que a Teoria da Evolução modificou a história da humanidade.

Colocaram o jovem Darwin em um navio, o Beagle, e o garoto saiu pelo mundo construindo a teoria mais assustadora que os homens já viram. Temendo a repreensão da comunidade altamente religiosa, Darwin segurou o livro “A Origem das Espécies” por muitos anos.

A quebra de paradigma causada pela obra de Darwin o coloca, sem dúvida, na cúpula de ouro da ciência. Bendito seja o assassino da ilusão. Aqui você clica e sabe mais.

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B. F. Skinner

skinneraudience.jpg Burrhus Frederic Skinner tem burro só no nome. Uma injustiça em língua portuguesa a um nome incomum também em língua inglesa.

Skinner iniciou a vida estudando Letras. De repente, quando se ouviu falar dele, ele estava revolucionando a Psicologia com a análise do comportamento e a filosofia Behaviorismo Radical.

Se Darwin matou Deus, Skinner utilizou princípios da teoria da evolução para matar a mente. Sem Deus e sem mente, o que sobrou para os homens? A possibilidade de organizar uma comunidade racional e prazerosa.

Skinner ainda não teve o tempo necessário para se tornar o mito que são outros cientistas. Mas os anos hão de fazer juz à sua genialidade. Para saber mais sobre análise do comportamento, basta procurar neste blog. E sobre Skinner, bem aqui.

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Não é meu objetivo descrever em detalhe as contribuições desses cientistas; apenas apontá-los. Eu sei que 3 não são muitos, mas isso não me interessa. São os que mais me impressionam. Um dia, se for possível, vou abrir uma universidade e dar a ela o nome de um desses figurões. Não digo qual.

Em seguida, filmes.

o instituto de análise do comportamento de curitiba

IACCSão raras as pessoas que conhecem análise do comportamento. Quem conhece sua funcionalidade e rapidez, dificilmente procura outra abordagem psicológica para lidar com suas dificuldades. Na análise do comportamento, desenvolveu-se conhecimento prático e teórico para lidar com as pessoas em seus diferentes ambientes. Seja em situação clínica com adultos, crianças ou pessoas com necessidades especiais, seja em hospitais, seja em organizações, seja em instituições educacionais, a análise do comportamento ajuda de forma eficiente.

A área cresceu em torno de pesquisas básicas, e gradativamente demonstrou que os dados dessas pesquisas podem ser generalizados para questões da vida humana diária. Lidando com pessoas, mantém-se o rigor técnico típico das pesquisas. Este é um diferencial: os analistas do comportamento fazem, mostram como fazem e ensinam seus clientes o que sabem. Mais importante: são capazes de definir objetivos claros e predizer com certo grau de acurácia quanto tempo vão precisar para cumprir os objetivos propostos. É uma nova forma de entender a Psicologia.

Curitiba agora conta com um novo Instituto, o IACC, o Instituto de Análise do Comportamento de Curitiba. É formado por profissionais comprometidos em melhorar as condições de vida da comunidade. Os analistas do comportamento, e os membros do IACC, defendem a idéia de que não existe situação imutável. Com o esforço e colaboração necessários, qualquer condição pode ser alterada para melhor. Os membros do IACC não lidam apenas com problemas já instalados; parte importante do trabalho de qualquer profissional é prevenir a ocorrência de situações incômodas.

Os profissionais do Instituto de Análise do Comportamento de Curitiba prestam serviços de qualidade em Psicologia nas seguintes áreas:

  • Clínica a adultos;
  • Clínica a crianças (infantil) ;
  • Clínica a pessoas com necessidades especiais (autismo, crianças com distúrbios do desenvolvimento);
  • Dificuldade de aprendizagem;
  • Planejamento de ensino;
  • Orientação profissional (orientação vocacional);
  • Supervisão Clínica;
  • Grupos de Estudo;
  • Em outras abordagens, apresenta serviços de Neuropsicologia e Acupuntura.

Os analistas do comportamento produzem qualidade de vida.
Procure saber sobre a área.
Nós do IACC teremos prazer em ajudar.

Seleção pela conseqüência (da série: Adeus, Mente)

Na primeira parte, discuti os três níveis de análise considerados pelo analista do comportamento. Nesta seção, vou falar sobre o que chamamos de Seleção pelas Conseqüências e um pouco sobre a Filosofia que embasa a análise do comportamento.

SELEÇÃO PELA CONSEQÜÊNCIA

A idéia de Seleção pelas Conseqüências não foi dos analistas do comportamento. Foi Darwin que inaugurou a idéia quando descreveu a evolução da espécie. Então, vamos começar pensando nisso filogeneticamente. Uma espécie é formada por um punhado de indivíduos diferentes. Um dos benefícios da reprodução é a criação de mais indivíduos diferentes dos existentes. As diferenças são importantes, garantem o benefício da espécie.

O exemplo clássico é o do pescoço das girafas. Elas vivam em um ambiente em que sua comida ficava a uma altura X do solo. Algumas tinham um pescoço que atingia X de altura, outras que atingiam X+1, algumas X+2, e assim por diante. Agora, imaginem que a vegetação crescesse para uma altura de X+2. Todas as girafas com pescoços menores do que isso não seriam capazes de alcançar o alimento: fatalmente, morreriam de fome. As de pescoço mais comprido, por outro lado, conseguiram alcançar a comida e, assim, puderam reproduzir, criando mais girafas com pescoço comprido. Reparem que as girafas já tinham pescoços de diferentes comprimentos antes de o ambiente mudar. Reparem também que após a mudança do ambiente, somente algumas sobreviveram. Elas foram selecionadas pelo ambiente. A rigor, não foi seu pescoço que produziu a mudança no ambiente; foi a mudança no ambiente que selecionou pescoços compridos, e extinguiu os pescoços curtos.

Para o nível do aprendizado do ser não é muito diferente. Pense nos diferentes comportamentos como indivíduos. Imagine que você nunca viu uma torneira, e está com sede. Pular não resolve; correr também não. Bater na torneira é próximo do que deve ser feito, mas ainda não soluciona o problema. Somente quando você abrir a torneira haverá água. Da próxima vez que você tiver sede, a primeira coisa que fará é ir à torneira. A água, conseqüência de abrir a torneira, seleciona o comportamento de abrir. Todos os outros comportamentos serão extintos, pois não resolveram o problema da sede. Na análise do comportamento, dizemos que é a conseqüência da ação que a determina. É uma perspectiva oposta à comum, para a qual a ação ocorre determinada pelo que acontece antes dela.

Com a idéia de Seleção pelas Conseqüências, a análise do comportamento enfatiza a importância da ação humana para a constituição do indivíduo. A relação homem e mundo não é mecanicista, do tipo estímulo-resposta; o comportamento humano é mais complexo do que isso, envolve determinações probabilísticas: uma conseqüência aumenta a probabilidade de ocorrer novamente o que ocorreu antes dela. Essa idéia supera o mecanicismo e a determinação simples.

psicologia e análise do comportamento – 2

Na primeira parte, discuti os três níveis de análise considerados pelo analista do comportamento. Nesta seção, vou falar sobre o que chamamos de Seleção pelas Conseqüências e um pouco sobre a Filosofia que embasa a análise do comportamento.

SELEÇÃO PELA CONSEQÜÊNCIA

A idéia de Seleção pelas Conseqüências não foi dos analistas do comportamento. Foi Darwin que inaugurou a idéia quando descreveu a evolução da espécie. Então, vamos começar pensando nisso filogeneticamente. Uma espécie é formada por um punhado de indivíduos diferentes. Um dos benefícios da reprodução é a criação de mais indivíduos diferentes dos existentes. As diferenças são importantes, garantem o benefício da espécie.

O exemplo clássico é o do pescoço das girafas. Elas vivam em um ambiente em que sua comida ficava a uma altura X do solo. Algumas tinham um pescoço que atingia X de altura, outras que atingiam X+1, algumas X+2, e assim por diante. Agora, imaginem que a vegetação crescesse para uma altura de X+2. Todas as girafas com pescoços menores do que isso não seriam capazes de alcançar o alimento: fatalmente, morreriam de fome. As de pescoço mais comprido, por outro lado, conseguiram alcançar a comida e, assim, puderam reproduzir, criando mais girafas com pescoço comprido. Reparem que as girafas já tinham pescoços de diferentes comprimentos antes de o ambiente mudar. Reparem também que após a mudança do ambiente, somente algumas sobreviveram. Elas foram selecionadas pelo ambiente. A rigor, não foi seu pescoço que produziu a mudança no ambiente; foi a mudança no ambiente que selecionou pescoços compridos, e extinguiu os pescoços curtos.

Para o nível do aprendizado do ser não é muito diferente. Pense nos diferentes comportamentos como indivíduos. Imagine que você nunca viu uma torneira, e está com sede. Pular não resolve; correr também não. Bater na torneira é próximo do que deve ser feito, mas ainda não soluciona o problema. Somente quando você abrir a torneira haverá água. Da próxima vez que você tiver sede, a primeira coisa que fará é ir à torneira. A água, conseqüência de abrir a torneira, seleciona o comportamento de abrir. Todos os outros comportamentos serão extintos, pois não resolveram o problema da sede. Na análise do comportamento, dizemos que é a conseqüência da ação que a determina. É uma perspectiva oposta à comum, para a qual a ação ocorre determinada pelo que acontece antes dela.

Com a idéia de Seleção pelas Conseqüências, a análise do comportamento enfatiza a importância da ação humana para a constituição do indivíduo. A relação homem e mundo não é mecanicista, do tipo estímulo-resposta; o comportamento humano é mais complexo do que isso, envolve determinações probabilísticas: uma conseqüência aumenta a probabilidade de ocorrer novamente o que ocorreu antes dela. Essa idéia supera o mecanicismo e a determinação simples.

A seguir, BASES FILOSÓFICAS. Se tiver dúvidas, comente, e terá a dúvida respondida.