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um pouco de diarice

No último domingo fiz a prova de um concurso para Psicólogo da Educação. A prova consistiu de 40 testes, sendo que dez deles eram sobre língua portuguesa, dez sobre conhecimentos gerais e vinte sobre conhecimentos específicos.

Acertei 8 de língua portuguesa. Pensei que ia gabaritar. A certeza é sempre uma dúvida.

Consegui 9 respostas corretas em conhecimentos gerais. Considerei bom. Cometi um erro tão, mas tão tosco, que não vou comentar aqui. Seria vergonhoso.

Das 20 questões sobre Psicologia, acertei 12. Ou seja, proporcionalmente às outras categorias, fui terrivelmente ruim nesta parte da prova. Caiu apenas uma questão sobre análise do comportamento. Algumas foram sobre projetos de lei, às quais acertei quase todas. As restantes foram sobre liderança nas organizações, nomes específicos de procedimentos organizacionais e concepções terapêuticas diferentes da que utilizo.

Eu fiquei chateado, mas não por causa dos 8 erros. Eu conheço a multiplicidade da minha área. Estava esperando por autores desconhecidos e nomes nunca antes vistos. Estava esperando, inclusive, ter que responder a alternativas que se opõem ao meu modo de pensar a Psicologia.

Fiquei chateado por ver tanta variedade… Como conhecer tudo? É necessário haver tantas concepções diferentes? Penso que não. Seria muito melhor para estudantes, profissionais e clientes que a Psicologia fosse sintetizada. Preferencialmente, dentro de um quadro científico. Poderiam, e deveriam, existir concepções variadas, mas não as galáxias de distância e os diferentes universos que temos hoje.

A Psicologia é tão variada, que às vezes eu me pergunto se todos nós estamos escrevendo, e teorizando, sobre os seres humanos.

Com 29 acertos em 40, não vou ter chance de ser chamado. Mas agora eu sei.

Categories: Indefinido
  1. September 18, 2007 at 9:50 am

    Bom, pelo menos não fizeram como outros concursos, em que os formuladores são tão ruins que acabam citando autores obscuros que apenas eles gostam e apreciam. Sem contar os enunciados confusos, ambíguos, que sempre resultam em processsos e revisões. Uma vez pulei de 17º em um concurso desses para 54º, por correção em 2 questões! Fico me perguntando se as duas questões reformuladas não estariam na verdade é mal formuladas.

    abração,

  2. September 18, 2007 at 6:15 pm

    Eu não passei pela experiência de formulações absurdas. No entanto, as respostas que eu tive que dar são absurdas para mim, mas enfim…
    Abraço.

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