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os cinco livros que não mudaram a minha vida

A convite do Catatau, decidi participar do meu segundo meme. O primeiro foi em relação a livros que mudaram a minha vida, feito pela Maga. E agora este, sobre livros que não mudaram a minha vida.

Não é preconceito contra Psicanálise, mas os dois primeiros livros que vou citar estão relacionados à dita. O primeiro é um livro assustador que li em uma respirada. Chama-se “Freud para Crianças” (Louise Armostrong). Nesta obra, desenhos mal feitos são alternados com más explicações sobre a Psicanálise. No livro, o pobre garotinho, personagem principal, era ensinado sobre inveja, ódio e por que odiava o pai e queria ter relações intensas com a mãe. Tudo com muito mal gosto. Na esteira, decidi ler “Édipo Rei” (Sófocles) para entender de onde Freud havia tirado o mais famoso evento psicológico da humanidade. E me decepcionei. Compreendi que o psicanalista escolheu Édipo por ele ter cometido o incesto sem saber que o estava fazendo (ou seja, de forma inconsciente), mas descobrir isso definitivamente não mudou a minha vida. Ainda não descobri por que Freud escolheu o incesto…

Li “Os Sofrimentos do Jovem Werther” (Goethe) esperando encontrar um livro revolucionário. Ele foi um dos precursores do romantismo, afinal! No entanto, descobri que eu devia ter conhecido Werther há dois séculos atrás, quando ele ainda era novidade. Hoje, a idéia romântica do jovem platonicamente apaixonado não é nova. A história do livro é bacana, sim, mas minha vida continuou igualzinha após a leitura.

Durante um tempo, a li alguns livros sobre como escrever, dicas para escritores, etc. Na época, eu acompanha o blog de um literato, blog do qual eu gostava muito. Assim que este blogueiro lançou um livro sobre a artes de escrever, corri para comprar. Depois de uma boa luta, consegui uma cópia do “O Cabotino” (Paulo Polzonoff Jr.) e me decepcionei perdidamente. Nada do que li ali foi de valia para mim. Qualquer blog sobre o assunto dá dicas mais interessantes do que as contidas no livro.

Finalmente, o quinto livro que não mudou a minha vida: “Terapia Cognitiva: Teoria e Prática” (Judith Beck). No livro, Beck descreve as técnicas e exemplos de casos realizados pela abordagem cognitiva. As definições e procedimentos são esteticamente interessantes, mas o livro não me ensinou nada mais efetivo do que a abordagem com a qual trabalho. O livro de Beck tornou-se, para mim, um guia de como falar sobre terapia cognitiva. Minha vida não mudou por que até agora não precisei falar sobre o assunto… Quem sabe a Beck não seja retirada da lista no futuro.

Gostei muito do tema. Estou curioso para ver a resposta dessas 5 pessoas: Maga, Alessandro, Pimenta, Aécio e Marcus.

os cinco livros que não mudaram a minha vida. Homem e Mundo. Análise do Comportamento. Terapia Comportamental. Terapia. Psicologia.

Categories: Literatura
  1. September 14, 2007 at 1:16 am

    Bacana você ter isso bem claro. Teria que pensar muito para encontrar estas respostas. Quando não gosto não levo adiante.

    Abraços!

  2. September 14, 2007 at 7:21 am

    Fala, Márcio.
    Isso só me deixa mais curioso ainda para saber os cinco livros que não fizeram diferença pra você.
    Abraço.

  3. September 14, 2007 at 1:14 pm

    Títulos interessantes…

    Mas e aí, será que a psicanálise não “mudou” sua vida às avessas (heheh)? Não te fez mais behaviorista? Isso q achei complicado de deslindarmos nessa corrente, geralmente os que não mudam são os que não vimos!

    abração,

  4. September 15, 2007 at 2:57 am

    Vixe, já estou acumulando memes🙂
    Calma que uma hora sai!

  5. September 15, 2007 at 8:01 am

    Eu entendo o que você quer dizer, Catatau.
    É realmente impossível que um livro não mude a nossa vida. Se você o leu, ela já está mudada.
    O critério acaba sendo “livros que não contribuíram muito para a sua vida”. Foi o meu critério.
    Acho que os livros de Psicanálise não me tornaram mais behavioristas, pois eu já estava na área há um bom tempo quando os li. Mas com certeza eles me deram um recado: “você está na área certa”.

    Abraço.

  6. September 15, 2007 at 8:02 am

    Eu te indiquei para os dois memes dos livros. Os que foram importantes e os cinco que não mudaram sua vida.
    Deixe de preguição e faça numa tacada só.

  7. September 18, 2007 at 5:39 pm

    Pronto tio🙂

  8. September 24, 2007 at 11:43 pm

    “Mas, como agora as minhas oportunidades de ler um livro são tão raras faço questão de que ele seja inteiramente de meu agrado. E o meu autor preferido é aquele no qual reencontro o meu mundo, no qual as coisas acontecem como no meu cotidiano, e cuja narrativa me interesse tão de perto quanto a minha própria vida doméstica, que, embora não sendo um paraíso, é, para mim, uma fonte indizível felicidade.” p. 27, Goethe, Os Sofrimentos do Jovem Werther.

    Contudo, a frase mais legal deste livro foi:

    “Todos os pedagogos eruditos são unânimes em afirmar que as crianças não sabem por que desejam determinada coisa; mas também os adultos, como as crianças, não andam ao acaso pela terra, e, tanto quanto elas, ignoram de onde vêm ou para onde vão; como elas, agem sem propósito determinado e, igualmente, são governados por biscoitos, bolos e varas de marmelo: eis uma verdade em que ninguém quer acreditar, embora seja óbvia, no meu entender.” p. 15, Goethe, Os Sofrimentos do Jovem Werther.

    hehehehehe além de precursor do romantismo foi precursor do… bem… heehehehehehehehehe

    A questão do Incesto foi escolhida por ser considerado um “tabu universal” ou seja, em todas as sociedades humanas. O que hoje sabemos que não é verdade, quem já leu Malinovski e seu Édipo Negro sabe. Mas a importância do texto do Sófocles é muito anterior a da psicanalise, ele trás a temática da impossibilidade de mudarmos o nosso destino. Nós sempre caminhamos para o nosso destino, independente de o conhecermos o não. Alias, um post recente teu tratava disso não? Cara… você não sabia, mas estava escrevendo um Édipo moderno, substituindo o Oráculo por uma máquina!!! heheheeh

    beijos

    ps.: boa sorte no concurso🙂

  9. September 24, 2007 at 11:48 pm

    Ah é… eu gostei do Wether por ele possuir várias frases interessantes e pela sua agradável leitura. Mas o tema do mocinho que se mata por paixão também não desceu desde o começo.

    bjo

  10. September 24, 2007 at 11:50 pm

    Ah e eu também acho que o Freud escolheu coisa alguma: ele foi é escolhido!

    Qualquer dia te explico isso melhor. rs

    beijos

  11. September 25, 2007 at 10:10 am

    Oi, Maga.
    Gostei das citações do Werther. Como eu disse, é um livro bacana, mas não teve o impacto que imaginei.
    Você podia me explicar melhor a idéia do Freud escolhido (se bem que imagino o que você vai falar) e me explicar sobre a sua pós, pois já estou curioso há semanas.
    Beijos.

  1. September 18, 2007 at 11:31 am

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