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o que é a psicologia – introdução

Vou ousar. Tentar escrever o que é a Psicologia.

Basicamente, o que faço está relacionado com Análise do Comportamento, abordagem da qual posso falar bem. Mas a Psicologia é muito maior do que isso… e um pouco assustadora, do ponto de vista científico. Não por sua dificuldade, mas por sua falta de base.

Eu vejo com inveja as áreas do conhecimento que aparecem em revistas científicas. Física, Química, Matemática, Biologia, Neurociências em geral… Por que a Psicologia não pode ser tratada dessa forma, sendo divulgada tanto para a comunidade científica geral quanto para a comunidade leiga? Sem dúvida, a comunidade leiga usa termos psicológicos, mas será que os usa corretamente?

Não sei como vai a Psicologia em outras partes do mundo. No Brasil, sei que tudo está confuso…

Para que essa série tenha melhor desenvolvimento, a participação do público é fundamental. Como eu disse, conheço a fundo apenas uma abordagem. Então, fiquem à vontade para indicar textos ou tecer críticas. Espero aprender muito com essa série de textos, e diluir alguns preconceitos.

O que é a Psicologia – introdução
O que é a Psicologia – Parte 1: os primórdios filosóficos
O que é a Psicologia – Parte 2: os primórdios da biologia
O que é a Psicologia – Parte 3: o início da Psicologia I
O que é a Psicologia – Parte 4: o início da Psicologia II

Categories: Crítica, Psicologia
  1. July 31, 2007 at 1:14 pm

    Olá Robson…

    O teu texto esta bem bacana, a proposta é ótima, a tua flexibilidade e abertura estão admiráveis. E juro que teria dado ótimas risadas ao ler o texto, se agora eu não estivesse com vontade de chorar pelos mesmos motivos.

    Explico. Prestei um concurso e o resultado saiu hoje. Fiz uma ótima pontuação, mas não passei por causa de uma questão de psicologia. Se tivesse passado minha pontuação me garantiria um ótimo terceiro lugar. Não passei por causa de uma questão em psicologia. Até ai, nenhuma novidade, estude mais e você passa, é o que sempre digo nessas ocasiões.

    Mas então olho para a quantidade de pessoas que conseguiram a nota mínima em psicologia para ficar colocados. O número de inscritos para o cargo de psicólogo foi de 216. Apenas 6 ficaram classificadas (ou seja, tiveram a pontuação mínima), das quais uma é deficiente físico, ou seja: os critérios de seleção são diferentes para ela.

    Agora vamos refletir um pouco: de 200 pessoas que se declaram psicólogos e fizeram a prova apenas 6 conseguiram acertar o numero de questões suficientes na prova de psicologia para ir para a segunda fase. Tem algo de errado com o meu método de estudo, ou com a prova?

    Não sei ao certo, contudo como não havia bibliografia básica (só para variar), tenho a impressão de eles entendem por “psicologia organizacional” como as reportagens que saem na revista Exame.

    Amanhã eu passo o dia na UEL estudando. Só não sei se vou para a prateleira de psicologia, ou de revistas da Abril.

    Beijos

    ps.: desculpe-me pelo texto desabafo. Eu sei que é uma visão muito parcial de alguém que foi reprovado em um exame. Contudo acho que está realmente na hora de pensarmos o que temos feito com a nossa profissão, teoria, ciência… enquanto continuarmos a encará-la como uma “ciência com objeto indefinido, teoria indefinida e com resultados imprevisíveis” vamos ter que continuar engolindo esse tipo de coisa.

    ps2.: a tua proposta é realmente explendida! beijos

  2. faggiani
    July 31, 2007 at 2:46 pm

    Oi, Maga.

    Eu consigo compreender o que você diz. Se eu fizer uma prova sobre Psicologia Geral, eu com certeza não passaria…

    Porque é muita variedade, e acho que tudo tem um limite. Eu quero deixar isso claro com o meus posts.

    Espero conseguir.

    E, quanto ao concurso, é assim mesmo, infelizmente. É preciso insistir…

    Beijos.

  3. July 31, 2007 at 6:11 pm

    Hum… você acha que há pouca divulgação da psicologia, da mesma forma que outras “ciências”?

    Eu acho que não. Na verdade, o que é chamado de “vocabulário psicológico” está no mesmo pé de igualdade que o “vocabulário físico”, ou “neurocientífico”, ou “químico”. Até mais, eu diria. A apropriação da psicologia pelo senso comum vai ser o fenômeno mais estudado no próximo século.

    Sobre questões sobre psicologia? Hum… Vou pensar.

    Abração!

  4. faggiani
    July 31, 2007 at 8:01 pm

    Eu acho, sim, que é má divulgada… O que é divulgado em revistas normalmente se refere às neurociências. Raramente Psicologia pura.

    O porquê disso, imagino eu, seja o caráter tipicamente não científico da nossa Psicologia. Ao mesmo tempo, não consigo entender como práticas alternativas conseguem ser, também, mais divulgadas do que a Psicologia…

    Também acho que o vocabulário da física e da química não estão na boca do povo como está o da Psicologia. Falamos com e de pessoas muito mais do que sobre qualquer outra coisa. E falamos errado!

    Luchésio, creio que você tem muito mais bagagem do que eu para fazer essa série de posts… Se quiser ajudar, está mais do que convidado. Eu tenho medo de simplificar as coisas…

    Abração!

  1. August 1, 2007 at 8:09 pm

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