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o mundo em um lugar

Update: Leia este texto em inglês. Precisei de muito dicionário, infelizmente. Vou melhorando com o tempo. Dêem dicas para o texto em inglês. Obrigado.

Nesta última etapa de trabalho no aeroporto, eu vi coisas muito interessantes. Talvez mais do que da primeira vez. Nesta etapa, eu estava mais acostumado com a função a realizar, então pude dividir minha atenção entre o trabalho e as pessoas passando.

Consegui conversar com algumas almas, normalmente pedindo pequenas dicas de idiomas. Ao final do trabalho eu já estava pronunciando, com alguma clareza, “boa noite” em várias línguas. E nada é mais engraçado do que ver a reação de um alemão depois de um “Guten Abend”. Eles acham genial! Já de costas, eles se viram rapidamente apenas para agradecer com um sorriso amistoso e aprovar o boa noite.

Cada maneira de se vestir… Um norueguês ganhou o prêmio de roupa mais estranha. Vestia uma calça que em algumas partes da perna era colada, e em outras, larga. Terrível. Um padre (ou monge) italiano com o que parecia uma roupa cerimonial colorida também impressionou. No quesito cheiro, os europeus mandam bem: os perfumes lá devem ser poderosos. Por outro lado, um dinamarquês contaminou o aeroporto todo com um cheiro horrível de suor, que foi embora apenas uns 15 min depois dele. Sem exageros.

É impossível conversar com chineses. Eles não entendem nada de nenhum idioma a não ser o deles próprios. Para conseguir uma informação, precisávamos delicadamente lhes tomar o passaporte e adivinhar o que queríamos. Não mudava muito para coreanos e japoneses.

Divertido foi observar que cara não diz nada. Sendo que chegavam vôos da Alemanha e do Chile ao mesmo tempo, tentávamos adivinhar em que língua abordar o sujeito com base na sua aparência. Foi assim que descobri chilenos com cara de alemão, alemão com cara de africano, japonês com cara de chileno, e assim por diante. Excelente!

Vi várias formas de beleza. Os chilenos possuem traços indígenas misturados a traços europeus: uma combinação linda. Muitas chilenas maravilhosas passaram por mim. Os alemães são grandes, com sorrisos largos, e aquela beleza inteiramente branca, loira e de olhos claros. Os argentinos repetem um pouco os chilenos. A portuguesas têm narizes diferentes, parece que rostos mais finos, e são tímidas; algumas são muito belas. As duas israelenses que eu vi eram muito bonitas. Traços muito definidos no rosto, com jeito sério, mas sorriso brincalhão.

As pessoas com quem mais conversei foram: uma senhora alemã que me ensinou a dizer Guten Abend; um casal de Israel que me pediu dicas de Salvador, às quais dei sem quase nenhum conhecimento de fato; um senhor italiano que teve a paciência de me ensinar em que situações de diz “prego”; e uma jovem francesa que não sabia andar em São Paulo.

Enfim, o clichê percebido: temos todos a mesma essência. Em todos os países há pessoas mau educadas, pessoas sorridentes, pessoas apressadas, pessoas atenciosas, pessoas que te olham, que te evitam, que te cumprimentam, que oferem ajuda ou quase te derrubam. Fui atiçado a sair para o mundo: isto está se tornando uma obsessão. Apesar de tantas semelhanças, há diferenças suficientes para aprender em 1000 vida. Eu quero ver.

Foi muito rico, analisando o que apresentei acima. No entanto, foi muito cansativo. Não pretendo voltar à ativa, ainda mais com a pós me chamando de volta. Valeu a pena. Adieu, straniero friends. Gracias, ôbrigâdo.

Categories: Coisologia, Diarices
  1. February 16, 2007 at 1:56 pm

    Tá lá.😀

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