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Fatos de um dia

Os dias são ricos, nossos olhos é que algumas vezes estão pobres… Ontem aconteceram algumas cenas comuns, mas elas estavam especialmente vivas para mim.

Dia frio
Amanheceu comigo um frio grotesco. Coloquei duas blusas e saí às 5h30. Essa hora você ainda não vê o sol. Mas de algum modo eu soube que ele viria dar uma tostada no mundo. Não, uma tostadona.

Cantoria
Eu preciso caminhar até o ponto de ônibus. Descidinha e subidona. Vou cantando sempre, para passar o tempo, maravilhado com a minha péssima voz. Mas não ontem. Eu me soava afinado.

Lugares
Todos os ônibus e metrôs abriram suas portas para mim e me deram lugares para sentar. Fui dormindo gostoso, recuperando a madrugada.

Aula
Nada de mais na aula, mas estou cada vez mais colega dos colegas. Uma pena que justamente agora o semestre acaba e cada um vai para o seu lado até que uma disciplina conquiste a todos novamente.

Café
Depois do almoço, na hora do café, o sol já estava dando aquela tostadona prevista. Mas o café estava quente e doce como gosto, e o papo estava bom.

Belezas
Parece que não, mas existem mulheres bonitas em sampa. Há dias em que várias delas cruzam seu caminho. Ver mulheres lindas se movendo e sorrindo é um prazer só superado por agarrar mulheres lindas.

Bondade demais
As pessoas conseguem transformar tudo em loucura. Duas velhinhas brigavam uma com a outra para ver qual das duas ia dar lugar para a outra no metrô. Chegou a rolar de uma pegar o braço da outra e dizer “senta aí”.

Pai e filha
O camarada devia estar andando de metrô pela primeira vez, ou sua filha. Na estação Luz colocou a filha na porta, saiu do trem e bateu duas fotos da pimpolha. O metrô apitou, avisando que as portam fechariam. Eu me flagrei torcendo para o pai voltar rápido. O cara saiu correndo e conseguiu. Quase que todo mundo aplaudiu. Foi um programa bobinho bonito de se ver.

Gigante
Sentei do lado de um gigante no ônibus para casa. Sério, o cara tinha, por baixo, uns cinco metros de altura e três de largura. Tive que ir na pontinha do banco. Até que desisti e levantei. Ninguém mais sentou ao lado do gigante. Mas ele parecia gente boa. Carregou consigo uma porção de bolsas.

Fluência
Cheguei em casa e fui direto atualizar trabalhos. Saiu fluente, fluente… Ainda há muito o que fazer, e muita preguiça, mas há tempo para tudo.

Sono
Nada de mais durante todo o dia. E mesmo assim um dia bom. É coisa dos olhos mesmo.

Categories: Coisologia
  1. June 20, 2006 at 4:36 pm

    eita.. adorei o teu dia também… São olhos de ver, às vezes é o que nos falta. Beijo.

  2. June 21, 2006 at 10:08 am

    Ah, que delícia.

    Abraços!

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