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Cena estranha

Hoje, no ônibus mais do que lotado, presenciei uma cena estranha, que durou tempo o suficiente para se tornar uma cena digna de nota.

As pessoas enlatadas, comprimidas umas contra as outras, naquele aperto que já é quase de costume, ao invés de estarem com as tradicionais caras de mau humor, com a comum dureza de tratamento, estavam sorrindo.

E mais… Estavam quase que brincando de xadrez para ajudar as pessoas que precisavam passar. Coisas do tipo “se você andar um passo para cá e ele um para lá, eu consigo passar”. E a resposta “isso aí, vamos fazer isso, então, mas aquela senhora tem que virar de tal maneira”. E todo mundo fazia!

Agora, talvez vocês não entendam o quanto isso é anti-natural… Mas acreditem que é. Estou estupefato. Talvez, só talvez, ainda haja uma mísera gota de esperança.

Categories: Crônica, Diarices
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