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A queda da máquina

Sem que eu jamais pedisse, o sol nasceu em todos os dias desde que existo.

A princípio, pensei que fosse Apolo, puxando-o.
Depois soube que o sol era Rá.
Mas me disseram ser Hélios, e acreditei.
Posteriormente li que o sol é uma estrela que brilha de dia e
Parece que a terra se move em torno dele.
Assim caiu a primeira base do antropocentrismo, o geocentrismo.
O nascimento da ciência derrubou ou levantou o antropocentrismo?

As outras bases caíram mais rapidamente.
Darwin derrubou mortalmente a superioridade em relação aos animais.
Freud mostrou que não podemos controlar todos os nossos comportamentos.
Derrubaram rapidamente a superioridade e o controle
E todos se refugiaram na mente.

Agora uma nova concepção derrubou a mente.
Não há mais necessidade de apelar a ela para entender o homem.
O que é do homem sem a máquina que o controla?
O que é o homem sem cognição, sem um eu, sem uma mente?

O mesmo.

Isso. Exatamente o mesmo homem de sempre.
O mesmo corpo em uma concepção mais avançada.
Preparando uma nova derrubada
E um novo levante.

O sol, a despeito da história,
Continua brilhando intensamente.
Provocando poesia em um homem sem mente.
Revelando maravilha para o homem.

Categories: Filosofia, Poesia
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