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Como nunca foi

Amanhã recomeça tudo como nunca foi. As coisas deixam de ser, a vida segue a andar para aonde ninguém vai lembrar. Vou sair de casa e fingir agrado, e fingirão agrado, e direi a quem perguntar que estou em paz com o mundo. Não que no fundo eu não esteja, mas o fato é mais aceitação que adaptação. Continuo ativo. Andar é a única ação que se pode realizar sempre: ficar parado me causa desespero.

Passará a semana, o mês, o semestre. Eu continuarei andando até que me parem sem me pedir permissão. Cada vez com mais medo do mundo, cada vez o conhecendo mais; até me pararem. Minha mente cresce mais quanto mais eu vejo; fecha-se, às vezes, e às vezes voa para não entendo.

O riso se esvai rápido como o motivo do choro. Não há local em que só toquem uma canção.

Do fundo, espero que me estenda a mão; alguém. Não para me levar e conduzir, sim para dividir o olhar. Um dia quero me perder e esquecer o que é ou não minha pele, e quero no dia seguinte saber exatamente o que não sou. Talvez uma vez mais eu seja inteiramente romântico como fui ontem e como dias me escapam hoje. Quem sabe da próxima vez acabe a aventura, enfim.

Estou me aprendendo. Com medo. Fúria. Andando.

Categories: Diarices, Geral
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