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Olhe: eu mesmo – o fim de 2004

Eu espero ter aprendido, nestes doze meses, uma das mais difíceis lições: dizer adeus a tudo que não seja eu.

A virada do ano é a única festa à qual realmente respeito e gosto. Carnaval, Natal e o escambal ajudam a divertir e são bem vindas, mas a virada do ano é espetacular. Não me importo com as imprecisões do calendário ou com a idéia de que a vida não se divide em anos. O bacana é sentir a empolgação dominando, lembrar das maravilhas do ano que passa e imaginar as maravilhas do ano que chega. Eu encho a boca, a lata, a alma e meus olhos gargalham extasiados. Cabum! E mais um ano na minha vida, cheio de vitórias.

Este ano me ensinou sobre mim mesmo. O ponto culminante foi o dia 15 de novembro, quando, depois de horas de discussão comigo mesmo, alcancei!!!
Isto, “alcancei” sem complemento, pois não sei o que alcancei e não sei precisar a profundidade do que houve naquele dia; sei que desde então estou em paz. Talvez seja o retorno do meu velho conceito de Aceitação Ativa.

Não vou contar o que houve comigo durante este ano, o melhor da minha vida. As pessoas próximas a mim sabem o quanto ele foi intenso em todos os sentidos e a grande quantidade de situações maravilhosas por que passei. Quem quiser saber o que houve encontra tudo nos arquivos do flog e do blog. Agora é o fim, e tenho saudade de 2004. Ano que vem vai ser ainda melhor, isto é certo.

No dia 15, depois do que houve, escrevi esta poesia:

ASAS

Neste momento, confrontando eu mesmo,
Tudo começa e termina.
As horas mortas ganham vida
Depois de um verso cantado.
O passado inteiro se reconstrói
Após meu verso cantado.

Neste momento, enfrentando o espelho,
Os mínimos se intensificam.
Posso ver além dos olhos
Os próprios limites de mim
Pedindo reparos. Eu anseio,
Só tenho um movimento:

Asas!

PS: Há apenas algumas horas atrás eu passei uma hora com uma pessoa muito importante para mim. Uma hora é muito pouco tempo, não permite alcançar um patamar de conversa decente (não depois de 11 meses sem se ver). Encontrar esta pessoa foi importante por vários motivos; dois principais. Primeiro, saber que está tudo bem, que a pessoa continua maravilhosa e que a amizade continua. Segundo, mostrar a mim mesmo o quanto eu cresci e ainda posso crescer. E é isso, creio que aprendi a dizer adeus a tudo que não seja eu, mesmo sendo intensa a emoção pelo outro.

PS2: Feliz 2005! Façam tudo!

Categories: Diarices
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