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Maria Tereza

Meu encontro com a Tetê foi algo muito louco, de uma intensidade surpreendente e que acabou antes do que eu queria. E acabou mesmo. Ela é uma nômade, não pára em um lugar por muito tempo. A temporada dela em Floripa acabou e agora ela vai encantar a cidade de Nova York com sua voz e dança. Passará um ano e meio estudando canto, dança e teatro e o caminho dela depois disso é uma incógnita.

Fomos nos ver com a certeza de que seria nosso primeiro, último, e, enfim, único fim de semana juntos. Por isso mesmo nos doamos de maneira tão completa. Não há palavras para descrever a maravilha que é estar ao lado de uma mulher como a Tetê, cuja inteligência só não é maior que a simpatia e que desfila beleza de um jeito magnético e natural.

Eu queria poder reclamar da situação, dizendo que tudo aconteceu em um momento inoportuno, mas não posso fazer isso. Tudo aconteceu exatamente por causa da situação que envolveu o encontro. Se ela não fosse viajar, nunca nos veríamos da forma como nos vimos. Não posso cantar o “se” com a voz firme sabendo disso. Foi o momento. Foi tudo um momento espetacular que não mais se repetirá. Ela:

Linda, e a beleza é só uma entre as grandes qualidades dela

A Tetê me fez sentir maravilhosamente bem. Despertou em mim sentimentos que dormiam há tempos, escondidos da possibilidade de envolvimento. Fosse só isso, eu já seria bastante grato, mas foi muito mais. Eu não mudaria um nada do encontro, tudo ocorreu como deveria e de maneira melhor do que a esperada.

Agora vem a parte difícil, que é dizer o real adeus. Eu me despedi da Tetê que me deu um beijo na rodoviária, mas como me despedir da Tetê que viveu o fim de semana comigo, como me despedir de dias como esses, da maneira toda especial dela de beber água, da preferência dela por cini framboesa, daquelas duas piadinhas infames, daquela voz surpreendente, das histórias maravilhosas, da dança na livraria, do jeito como ela vinha me procurar, do cheiro do seu perfume, dos olhos delas nos meus? Eu vou ter que descobrir como.

Tetê, vá com tudo para Nova York e mostre para os gringos como fazem os brasileiros!
Um beijo carinhoso e
Obrigado por tudo,
Seja feliz!

PS: Como combinado, eu, você e o Adriano nos encontraremos no dia 27 de janeiro de 2007 às 15:00 debaixo da torre Eiffel. Ah, não esqueça de levar o cd do Chico, ok?

PS2: Adri, valeu por ir comigo e por me apresentar a Tetê. Cara, pára o ônibus!

Categories: Diarices, Prosa
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