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Bebendo vinho

Amanhã começam as aulas… claro que graças ao weblogger este texto só será publicado depois de depois de depois de amanhã…

Então, as aulas começaram antes de anteontem…

Estou ainda no segundo gole de vinho, mas a situação (a música, a luz e 1,5L de vinho ao meu lado) já me fez crer que posso olhar para o amanhã como se fosse hoje. Já que “In Vino Veritas”, permito-me ser levado pela imaginação. Não, vou usar de honestidade: os dias de aula são tão iguais que nenhuma visão de futuro revelaria mais do que já se sabe sobre eles. Não falarei deles então. E vou para o quarto gole.

Da última vez que escrevi bebendo vinho prometi que só pararia de escrever quando tudo estivesse perfeitamente redondo, mas aprendi que o conceito de parar e de redondo não acompanham a ingestão de vinho. Ela modifica alguns conceitos e não permite que um texto, pelo menos no meu caso, acabe. Torcerei então para que esta seja uma experiência diferente.

Acabo de voltar do cinema (lembrem-se que estou escrevendo na madrugada de quarta, 00:58h), do Bokão e da Pipa. No primeiro, vi o filme “Fale Com Ela”, que tirou de “Cidade de Deus” o Globo de Ouro. No segundo, comi um lanche calabresinha show de bola. No terceiro, comprei o vinho que estou esvaziando.

Eu comprei o vinho para parecer refinado, mas o estou bebendo em uma xícara comemoração da copa do mundo de 1970, que ocorreu no México e na qual o Brasil foi tricampeão. Isto tira um pouco da fineza do momento, mas estou cagando para a fineza. O que eu queria mesmo, confesso, era usar o vinho como um método… Mas não sei fazer isso direito.

Antes de chegar em casa, imaginava este texto sendo lido vagarosamente, com cuidado, sendo degustado como um bom vinho. Imaginei que quem o lesse estaria ouvindo música clássica, com um copo de vinho sobre o piano. Agora, relendo o texto, vejo que a melhor forma de lê-lo é não o levando a sério. Não porque eu esteja bêbado, estou longe disso… mas pelo simples fato de que não passa de um texto ordinário sendo escrito em uma situação diferente.

O problema mesmo é que as aulas começam amanhã… Este é o fato para qual os comportamentos se direcionam. Vai começar tudo de novo… a mesma coerção e pseudo-libertação, o pão nosso de cada dia acadêmico e insosso. O que está em jogo, e que ninguém parece querer entender, é o tipo de profissional que vou me tornar. E por mais que a minha participação seja a mais importante das variáveis em minha formação, ela não é a única.

Não tem jeito:
A poesia não bate nas teclas… Encerro aqui. De madrugada.

Categories: Crônica, Diarices
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