Está acontecendo algo nojento na Universidade Federal de Santa Catarina. Mas especificamente, no Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina. Nunca escrevi um texto como este, mas estou indignado, pois estudei lá, e conheço as pessoas por trás do absurdo.
Recentemente foi realizada uma pequena mudança de “regras” para a matrícula no concurso de vagas para a pós-graduação. A mudança foi tornada oficial em um edital do Departamento de Psicologia. A mudança é aparentemente simples: só pode se inscrever para concorrer à vaga quem tem diploma de formado; não valem mais declarações de conclusão de curso.
“Qual é o grande absurdo?” vocês devem estar se perguntando.
O grande absurdo é que a UFSC só emite diplomas oficiais após alguns meses da formação: no dia da colação de grau. Ou seja, muitos alunos de Psicologia da UFSC perderão necessariamente um ano por não poderem se matricular. O pior: não podem se matricular na Psicologia da UFSC por causa da ignorância do Departamento em que estudaram 5 anos…
A situação é ainda pior para quem quiser se matricular após a formação em bacharelado. Tal formação se completa após 4 anos de curso. Esses alunos terão que esperar 1 ano e meio para se matricularem no mestrado. A não ser que consigam um diploma de bacharel em psicologia, o que é dificultado pelos órgãos da universidade que parecem sem vontade de emitir esse diploma antes da formação de psicólogo. Pouco, né?
O absurdo não acabou, por dois motivos:
1. Alguns alunos já foram prejudicados. Muitos deles são alunos de iniciação científica, que deram o sangue em laboratórios da UFSC por anos. Neste link, uma lista de inscrições não homologadas por falta do diploma. Conheço muitos alunos desta lista, e posso afirmar sem medo de ser desmentido: ótimos alunos, dedicados e cheios de planos para a academia. Todos prejudicados…
2. Os responsáveis por votar a mudança do edital não aceitaram os pedidos dos alunos para que a legislação mudasse. Esses responsáveis foram professores meus. Não consigo entender… Aparentemente, somente um deles defendeu os alunos. Os outros todos caíram no meu conceito… Não que isso seja importante para eles, mas é importante para mim.
Espera-se, pelo menos, que o absurdo sirva de lição para alguém e os alunos do próximo ano não sejam prejudicados. A solução é a mudança no edital, ou a liberação mais rápida do diploma, via pedido de urgência. Essa é a esperança para o ano que vem, o que não muda a tristeza do que ocorreu este ano…
“O que os alunos podem fazer?”
1. Esperar um ano…
2. Contratar um advogado, gastando grana (R$2000,00) e tempo para ficarem nas mãos de um juiz.
3. Cursarem mestrado em outra universidade e mandarem muito bem. A UFSC não os merece.
Estou revoltado!
PS: Os motivos por trás da mudança na legislação não são claros… Além do mais, os responsáveis pela mudança não avisaram aos candidatos sobre a mudança… todos foram pegos de surpresa (pois até então todos os colegas formados anteriormente se formaram com declarações de conclusão de curso)…
PS2: Não tenho medo das repercussões desse texto. Uma coisa eu aprendi: absurdos como esse devem ser difundidos…
PS3: Este texto, escrito em polvorosa, não avalia de forma pormenorizada os motivos dos professores. De qualquer modo, este é um texto pró-alunos, e não anti-professores.




















