o dia 15 de novembro

O dia 15 de novembro é uma data especial para mim. Não por causa do feriado nacional. Em 2004 eu estava em um período estranho da minha vida, insatisfeito com cada detalhe. Optei por mudar no dia 15/11 daquele ano. Consegui criar uma reviravolta grande o suficiente para transformar este dia em uma data de comemoração. Eu me tornei meu imperador.

Lembrando de tudo hoje, três anos depois, eu sei o que me fez mudar: acreditar que eu posso escolher. Não importa que, como cientista, eu questione (e continuarei questionando) a existência de “escolhas”. O importante é acreditar que é possível escolher.

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Ontem e hoje trabalhei em um plano de organização do meu espaço de trabalho em casa. Está sendo um sucesso. Este post no melhor estilo “Diarice” é também para dizer que voltei definitivamente ao blog e voltarei também a participar mais ativamente dos meus blogs preferidos.

E é isso aí.

sou fã – parte vii: livros

Eu não sou um crítico de artes. Acredito que os outros “sou fã” deixaram isso claro. No entanto, não posso negar o efeito que a arte tem sobre mim, especialmente a arte escrita. Por isso estou ansioso para falar dos meus livro favoritos. Não são necessariamente os melhores textos que eu já li, mas certamente são aqueles que mais me mudaram. E ainda que eu não possa criticá-los como um literato, posso criticá-los como um apreciador das palavras. E amo as palavras desses livros:

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O Pequeno Príncipe

 

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Este foi o livro que mais vezes li. O livro que mais vezes ganhei. O livro com que mais vezes presenteei. Enfim, meu livro preferido. O autor é Antoine de Saint-Exupéry, francês, aviador e excelente em fábulas.

A minha parte favorita do livro é a da raposa. Não no momento da famosa frase “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, mas por toda a cena, pela idéia de como cativar uma pessoa e pela descrição de como os campos de trigo mudarão após a passagem do Principezinho. É uma passagem muito bonita.

A cobra que engoliu um elefante também é dos momentos altos para mim. De vez em quando eu digo às pessoas “você só está vendo chapéus”. Quem entende a frase, merece um apreço especial. Eu me policio. Não quero me tornar um homem sério. Infelizmente, já sou um pouco fã de números.

Um livro para ler e reler, para ganhar de presente muitas vezes e para presentear bastante. Enfim, para ser o seu livro preferido.

Compare Preços do Livro O Pequeno Príncipe.

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Ciência e Comportamento Humano

 

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Neste livro, Skinner explica o universo humano de acordo com a perspectiva da análise do comportamento, permitindo que vislumbremos quais práticas atuais precisamos mudar e quais devemos manter para que possamos produzir um mundo melhor para todos. Parece romântico, mas o autor utiliza argumentos científicos para defender suas idéias. Skinner explica relações humanas complexas utilizando um quadro científico prático e relativamente simples.

O livro mudou a minha concepção do homem. A partir dele, tornei-me analista do comportamento e é por causa dessa ciência que sou satisfeito na minha profissão. O que mais gosto em ser um cientista é saber que abandonarei todas as minhas concepções tão logo outra mais produtiva chegue ao meu conhecimento. Como disse Skinner, uma das características de um bom cientista é estar preparado para abandonar as próprias idéias.

Vale a pena ler esse livro, seja você psicólogo ou não. É possível aprender bastante sobre nós mesmos. O autor conta o que é a memória, o que são as instituições como escolas, religiões, etc. E mais importante: conta para nós como são criados os prazeres e motivações. Tudo, lembrando, com termos e bases científicas.

Compare Preços do Livro Ciência e Comportamento Humano.

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Cem Anos de Solidão

 

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Eu não entendo esse livro. Sério. Eu o li extasiado, mas não o entendi… Para mim, ele é uma coleção de palavras bonitas juntas, palavras que descrevem acontecimentos fantásticos e que me fazem desejar visitar Macondo e conhecer os Buendía. Mas não consigo dizer mais do que isso. Sou péssimo para entender simbologias e todo essa inabilidade se manifestou mais fortemente quando li esta obra.

Apesar da minha incompreensão, este livro é tão fluído, viciante e possui tantos trechos lindamente surreais, que eu me remeto a ele sempre que penso em escrever. Quero escrever com a fluência do Márquez! E logo.

Adoro a frase inicial do livro: “Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo”. Diz Márquez que a partir do momento em que leu o livro “A Metamorfose”, de Kafka, desejou começar todos os seus livros com frases belas e significativas. Na “A Metamorfose”, Kafka começa assim: ” Certa manhã, ao acordar de sonhos inquietos, Gregor Samsa viu-se transformado num gigantesco inseto”.

Faz assim. Leia os dois.

Compare Preços do Livro Cem Anos de Solidão

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A Construção Social da Realidade

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Skinner começou e Berger e Luckmann terminaram de formatar a minha concepção de realidade. Apesar de os autores criticarem Skinner, eu vejo mais pontos de contato do que de afastamento entre as duas obras. Claro que cada livro tem sua própria concepção e seu próprio nível de análise, mas no fundo ambos falam da mesma coisa: o poder do ambiente de moldar quem somos.

No “A Construção Social da Realidade”, os autores descrevem como nossas concepções são primoridalmente formadas pela comunidade onde estamos inseridos e como essas concepções chegam até nós sem que saibamos por que elas existem. O livro me inspira a julgar todas as nossas práticas sociais e a me julgar em qualquer idéia que eu tenho. Esta obra me transformou em um crítico e em um relativista infinito.

A parte mais bacana do livro é o enorme trecho em que os autores descrevem a criação de uma pequena comunidade. A descrição é detalhada e faz muito sentido. Convenceu-me imediatamente das idéias defendidas por Berger e Luckmann.

De todos os livros desta lista, este é o que recomendo mais fortemente para leitura imediata. Repito o que o professor que me indicou me disse: “depois de ler, você vai me agradecer pela indicação”. Eu agradeci. Voltem à caixa de comentários, se for o mesmo caso. Vou gostar de saber que vocês leram.
Compare Preços do Livro A Construção Social da Realidade.

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A Ilha

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Eu adoro esse livro. Todos dizem que ele deve soar como uma crítica. Para mim, soa como um bando de boas idéias juntas sobre como deve ser uma comunidade ideal. Antes de descrever algo sobre a comunidade desenhada por Huxley, é preciso falar do seu defeito: ela fica em uma ilha, isolada do restante da civilização e, ao mesmo tempo, à mercê de outras comunidades que não a compreendem.

O fantástico da sociedade que fica na Ilha é a combinação de ciência e espiritualidade. Espiritualidade tomada simplesmente como o simbólico, não necessitando que alguém acredite que existam forças sobrenaturais. A idéia é simplesmente viver em contato e aproveitando o poder dos símbolos.

Na comunidade descrita por Huxley, as pessoas são, sobretudo, cooperativas e compreensivas. Cada um pode ser o que quiser. As pessoas praticam yoga e yoga do amor (sexo feito direito) para se sentirem mais felizes. O controle populacional espontâneo evita pessoas desempregadas e todos os outros problemas advindos da superpopulação. Durante seu crescimento, a criança pode viver em várias casas e aprende diversos tipos de trabalho. Há um esforço para prever o comportamento das pessoas e direcioná-las para atividades mais adequadas a elas, ao mesmo tempo em que há a liberdade para que cada um decida seu caminho e evite o que lhe é designado. Não há forças armadas, há baixas taxas de crimes (todos alimentados, com casa e trabalho).

As idéias de Huxley só poderiam ser implementadas na nossa civilização depois de algumas décadas de trabalho intenso e paciente. Ou melhor dizendo, talvez seja impossível, tão presos estamos aos nossos costumes. Leia o livro, certamente ele lhe fará pensar em vinte coisas ou trinta.

Compare Preços do Livro A Ilha.

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Coerção e Suas Implicações

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Este livro descreve em detalhes a máxima “violência gera violência”. O autor mostra, por meio de experimentos e de uma linguagem simples e gostosa, como situações aversivas produzem comportamento agressivo que, por sua vez, produz situações aversivas e assim por diante.

Em outras palavras, o livro mostra por que existem guerras, pessoas se machucando e famílias que se odeiam. Tudo por causa de uma verdade incoveniente: na maioria das vezes, punir é mais fácil do que compreender e ensinar. Por exemplo, um filho que não pára quieto. Ao invés de conversar com ele, trazê-lo para o lado etc, é mais fácil dar uns tapas no moleque e fica tudo certo. Não fica não! A criança vai ter raiva do agressor: e o agressor é o pai dele.

Este livro é recomendado para todos os pacifistas. É um manual de argumentos do porquê a violência e a punição não são alternativas válidas. Mais do que isso, é uma leitura deliciosa! É ótimo ver uma parte tão significativa do mundo explicada tão claramente pela ciência! Murray Sidman fez muito bem.

Infelizmente, o livro está esgotado. É o único dessa lista que eu não tenho em casa. Já procurei tanto… O próximo passo é nos sebos gigantes de sampa. Se acharem, comprem imediatamente. É um ótimo investimento.

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Sidarta

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A princípio, pensei que fosse a história de Sidarta Gautama (o Buda), contada por um ocidental. Mas o livro não é bem isso. O Sidarta da trama é diferente de Gautama (esse sim o Buda, presente no livro).

O personagem é um jovem que sai para a vida, contrariando a família, para aprender. Ele passa por diversas fases, de comerciante e aprendiz das artes do sexo, a ermitão e barqueiro. Inclusive, chega a encontrar o Buda e declina dos ensinamentos do mestre, justificando que precisa seguir o próprio caminho.

Não é o melhor livro de Hermann Hesse, mas foi o que mais me marcou. Quando eu o li, estava meio perdido, sem saber o que fazer da vida. E a reflexão que o livro me permitiu fazer é que somos construídos o tempo todo. Não existe um momento vazio.

Compare Preços do Livro Sidarta

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Maga, depois de séculos, respondi àquele pedido para que eu indicasse meus livros mais próximos. Agora, peço para que três amigos falem dos seus: o Marcus, a Renata e o Lucas.

sou fã – parte vii: livros. Homem e Mundo. Análise do Comportamento. Terapia Comportamental. Terapia. Psicologia.

sou fã – parte vi: literatura

Este “sou fã” vai ser diferente dos outros. Ao invés de narrar as obras da minha preferência, vou falar porque sou fã da arte escrita.

Este ano eu não li um livro de literatura, contra uma média de 3 por mês nos outros anos da minha vida. A razão para isso é a minha vida de estudante. Só tenho encontrado tempo para ler textos técnicos. A saudade da literatura está grande e por isso decidi apontar as razões por que gosto de ler obras de arte:

  1. É possível aprender sobre as pessoas: A maioria dos bons autores possuem uma imaginação fantástica ou a capacidade de sintetizar o que aprenderam com os outros. O resultado são personagens reais o suficiente para nos permitir aprender sobre a vida humana. Nossa relação com o mundo, apesar de imensa, é limitada. Eu, por exemplo, nunca vou experimentar em carne e osso a vida no frio russo. Mas posso ler Tolstoi e conhecer sobre a vida das pessoas naquele lugar, posso saber como compreendiam o ambiente que lhes cercava, quais os símbolos aos quais veneravam e como lidavam uns com os outros. Esta é a principal razão pela qual leio.
  2. É possível aprender sobre diferentes situações: Esta razão vem na esteira da anterior. Além de conhecer as pessoas, conhecemos seus cenários. Como será uma vila de pescadores ou uma micro-ilha de pedras no meio do oceano? Leia “Os Trabalhadores do Mar”. Como era o Brasil? Vá de Machado. A lista de possibilidades de aprender sobre a história de diferentes países, cidades, ou simplesmente conhecer como é a vida em uma ilha, ou na montanha, etc, é infinita.
  3. É possível aprender sobre o autor: Ainda que o texto do autor não descreva precisamente a vida de outras pessoas, descreve seus próprios pensamentos. Invariavelmente, o escritor está contido na própria obra. Aqueles que têm uma percepção mais refinada conseguem encontrar o artista na obra. Um bom modo de treinar esta habilidade é lendo o texto de pessoas às quais conhecemos. Meus amigos, por exemplo, estão em todos os cantos dos seus blogs.
  4. É possível aprender sobre si mesmo: O autor escreve as palavras. Mas é você quem as lê, relaciona com outros textos e as compreende. O frio russo descrito por Tolstoi não é o mesmo para mim e você. Eu costumo focar na reação das pessoas e imaginar o que eu faria no lugar delas. Talvez você prefira a descrição das paisagens, ou foque especificamente no linguajar das personagens.
  5. Há mais de uma obra em uma obra: Esta razão é decorrente da razão 4. A obra existe tantas vezes diferentes quantas vezes é lida. O mesmo livro não é igual para mim e para você. Mais importante do que isso, é diferente para mim no primeiro mês do ano e no último mês do ano. Cada vez que volto a um livro, percebo novas nuances, atento para novas passagens, leio com intenção diferente.
  6. É possível aprender a escrever: Lendo, consigo entender novas formas de usar as palavras. Aprendo sobre a gramática portuguesa, sobre estilos de descrição, de diálogo, etc. Adoro o modo fluído do Gabriel García Márquez (os tradutores parecem afiados). Alguns textos pedem por isso. Outras vezes utilizo um modo mais científico de escrever, com frases claras e curtas. Foram os livros que me ensinaram.
  7. Ler produz sentimentos: Não apenas podemos conhecer as personagens dos livros, mas podemos nos reconhecer nelas, ou apenas torcer para seu sucesso ou fracasso. Bons livros possuem personagens cativantes. As situações às quais eles vivem produzem emoções não apenas neles, mas em nós, leitores, também. Os sentimentos são fundamentais na hora de julgarmos o quanto os livros fizeram por nós.
  8. É uma ótima maneira de passar o tempo: Além das razões mais “nobres” acima, ler é uma ótima maneira de vencer o tédio. Os livros podem nos fazer passear por qualquer lugar do mundo. É impossível não viajar com um bom autor.
  9. É uma excelente fonte de referências: Muitas das nossas conversas cotidianas são sobre o que lemos, vimos, ouvimos, etc. Os livros ajudam a fazermos amigos por afinidades, trocar idéias sobre as motivações das personagens, fazer comparações com casos reais, e assim por diante.

Consegui pensar nessas 9 razões. Estou certo de que existem muitas outras que podem ter me escapado. Quer me ajudar a completar a lista? Escreva no comentário, e eu edito o texto acrescentando sua colaboração. Obrigado!

Aproveito e indico a relação do Alessandro Martins: “10 motivos para ler livros clássicos” e a do André Gazola (do lendo.org) que descreveu os “10 motivos para ler livros atuais“.

No próximo “sou fã” vou falar dos meus livros preferidos.

sou fã- parte vi: literatura. Homem e Mundo. Análise do Comportamento. Terapia Comportamental. Terapia. Psicologia.

crônica rápida de um dia no transporte

Rapaz estudioso tem reunião às 10h
Acorda às 6h45. Muito sono
Toma café às 6h55. Muito frio
Banho de 10min. Troca de roupa
Sai de casa às 7h30
Chega ao ponto às 7h45
O ônibus passa ás 8h
Lê durante o percurso
De pé
Leitura chata, por sinal
Chega no metrô às 8h30
Entra no trem às 8h35
Chega na “Paraíso” às 9h05
Faz baldeação às 9h07
Chega na Clínicas às 9h15
Alcança o ponto às 9h17
O ônibus passa às 9h25
Chega no ponto destino às 9h50
Anda sossegadamente
Chega à reunião às 9h57
A reunião começa às 10h30
Termina às 12h
Almoça em 30min
Chega em casa às 15h
Acordou às 6h45
Chegou às 15h
Por 1h30 de reunião
Ele é feliz?

sou fã – parte v: desenhos animados

Neste fim de semana relembrei com alguns amigos meus os desenhos da nossa época. Decidi falar de alguns deles aqui. Para mim, os TOPs. Vou resumir rapidinho cada um deles, mas deixo links para quem quiser saber mais.

Thundercats

Irado. Homens-gato ninjas que lutavam contra sapos, chacais, abutres e uma múmia que tomava viagra. Dizendo assim, não parece muito bacana, mas quem assistia sabe que a turma do Lion mandava muito bem. As histórias sempre continham uma liçãozinha de moral que eu achava bacana. Não consigo lembrar muitos episódios clássicos, infelizmente. Na minha memória, está o dia em que o Lion foi até uma área gelada do planeta onde estavam, e enfrentou o Sr. daquelas bandas, um camarada barra pesada que depois ficou amigo da gataiada. Consegui achar a introdução do desenho:


Thundercats intro

Thundercats na wikipédia. E aqui os personagens.

Compare preços de livros e DVD’s dos Thundercats.

Até hoje não me conformo de não ter conseguido assistir aos episódios das temporadas em que surgiram novos personagens. A coisa tava pegando fogo…

Curiosidades: Tudo indica que vai rolar um filme dos Thundercats.

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Tom e Jerry

Este desenho mora no coração de todos nós. A história é muito simples: um gato (Tom) que se dá mal 95% das vezes persegue um rato (Jerry) que se dá bem 95% das vezes. De vez em quando apareciam outros personagens, como a dona do Tom, a gata que ele curtia, o cachorro, o ratinho que, acho, era sobrinho do Jerry. Desse desenho eu lembro de alguns episódios clássicos. Um muito bom é quando toda a cozinha se torna uma pista de gelo. Outro muito bom é aquele em que o Tom chama uns camaradas para uma festinha. O meu preferido é um episódio em que a dupla é mosqueteira, e travam uma luta homérica em meio a uma mesa farta! Eu procurei esse para colocar aqui, mas não encontrei. De todo modo, consegui um clássico: o conserto. Vejam a genialidade do desenho:


O conserto de Tom

Eis o wiki do Tom e Jerry. E os personagens.

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Curiosidades: Os episódios de Comichão e Cossadinha, que aparecem dentro dos desenhos dos Simpsons são inspirados nos incomparáveis Tom e Jerry.

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Pica-Pau

Este desenho era totalmente non-sense. Mais do que Tom e Jerry, mais do que qualquer outra coisa. O pica-pau é o personagem de desenho animado mais imoral, irresponsável e filho da p&*# já exibido para crianças. E, que coisa, era muito legal. Não consigo me lembrar de nenhum episódio em que o Pica-pau era boa gente. Em alguns casos, ele era provocado pelo Leôncio ou pelo Zeca Urubu, mas nunca, nunca foi gente boa. Alguém consegue lembrar do Pica-pau sendo legal? Olha que episódio massa eu encontrei: quando ele desce as cataratas. Clássico dos clássicos. Lembram de outros? Lembro quando constróem uma estrada no meio de uma árvore, quando ele congela e quando ele foge com dinheiro no cavalo “Pé de pano”.


Pica Pau desce as cataratas

Olha o wiki do Pica-Pau.

Curiosidades: O desenho tem uma nova versão, do ano retrasado, no máximo. Parece que o novo Pica-Pau é menos aloprado.

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Simpsons

Eu ia dizer que Simpsons era meu desenho favorito de todos os tempos. Aí eu lembrei da turma de baixo e Simpsons caiu para um belo segundo lugar. O que eu mais gosto nos Simpsons é como a minha percepção sobre a série mudou. Quando eu era mais guri, eu curtia o Bart e as molecagens sem noção dele. Depois não teve como não idolatrar o pai de todos nós: Homer! Eu queria ser um pouco como Bart, mas não quero ser nada com o Homer. Ele é o loser máximo, o protótipo do bobão que se deixa levar por qualquer onda. E, ao mesmo tempo, é o cara mais engraçado de todos os tempos. Homer domina! Decidi colocar aqui, ao invés de um desenho, a abertura dos Simpsos com personagens humanos. Ficou muito boa!


Simpsons reais!

Wiki dos Simpsons.

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Curiosidades: O filme dos Simpsons estréia sexta-feira aqui no Brasil! Eu vou ver com certeza!

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Caverna do Dragão

Não teve desenho melhor do que Caverna do Dragão. A série foi inspirada em um jogo de RPG chamado Dungeons & Dragons. No desenho, um grupo de amigos entram em um mundo estranho após um acidente com uma montanha russa em um parque de diversões. Chegando lá, encontram um velhinho zen que lhes dá armas bacanas para que eles sobrevivam aos perigos desse mundo. Durante toda a série, os guris procuram voltar para a vida normal de adolescente deles, mas sempre acontece alguma coisa errada. Eu gosto de todos os personagens, mas o meu preferido era o cavaleiro Eric, por incrível que pareça. Acho que ele foi o único que continuou sendo ele mesmo no novo mundo.


A abertura de Caverna do Dragão

O wiki do Carverna do Dragão está muito legal. Lá tem alguns links para todos os episódios produzidos.

Curiosidades: Existem algumas versões sobre como seria o final, jamais produzido, da série. Uma lenda da net dizia que os garotos haviam morrido na montanha russa, e que o Vingador e o Mestre dos Magos eram a mesma entidade, que os estavam torturando; a Uni, nesta versão, seria uma aliada da entidade maléfica. Essa versão foi totalmente negada pelos produtores da série. Ao que tudo indica, este é o verdadeiro roteiro do episódio final. Vale a leitura. É muito bacana.

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Essa lista não cobre todos os desenhos que vi na minha infância. Preciso mencionar ainda o Papa Léguas (sempre torci para o coiote), o Ligeirinho, o Super Mouse, He-Man, a Formiga Atômica e Johnny Quest. Todos muito bacanas. Hoje em dia, ainda curto Bob Esponja e, quando posso, vejo Avatar. Simpsons é para sempre.

sou fã – parte iv: melhores refeições

Essa parte do “sou fã” vai ser diferente. Vou fazer uma lista do tipo TOP com minhas 5 refeições favoritas, ou seja, não necessariamente meus pratos preferidos. A lista remonta almoços, jantares e lanches que foram inesquecíveis pelo sabor, pelo ambiente, pela companhia ou por tudo isso de uma vez. E, sendo que os locais onde comi essas refeições foram tão bons para mim, vou fazer propaganda gratuita.

Claro que eu adoraria que os responsáveis pelos estabelecimentos lessem este post e me convidassem para uma jantar gratuito.

Estou viciado em experimentar novos sabores. É muito mais gostoso do que ver novas paisagens ou ouvir novas músicas. A língua manda.

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5 – O Capuccino desconhecido

capuccino-1.jpgNão consigo me lembrar onde tomei o melhor Capuccino da minha vida. Pode ter sido em Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis ou São Paulo.

O local eu não lembro, mas lembro do sabor, que é como, desde então, acredito que capuccinos devem ter: cremoso, com um leve gosto de chocolate, e um pouco amargo, do café.

Venho procurando um Capuccino igual há anos, mas nunca mais encontrei. Realmente gostaria de encontrar aquele lugar novamente…

Só de pensar dá água na boca.

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4 – Pizza de Portuguesa no Paparella

pizza.jpg Por incrível que pareça, a pizza de portuguesa mais gostosa que eu comi foi em Florianópolis, e não em São Paulo. Não se enganem. Proporcionalmente, comi muito mais pizzas gostosas em sampa do que em Floripa, mas nada foi igual àquela pizza de portuguesa.

Foi em uma noite com a minha família e a família dos amigos que moravam comigo. O ambiente era perfeito, tendo de crianças a casais mais velhos, e alguns jovens.

Uma noite de risos e desse sabor que, como o do Capuccino, venho buscando em outras pizzas.

A imagem dessa pizza não faz frente à da pizza da Paparella, mas infelizmente não consegui outra melhor.

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3 – Gyoza na feirinha de domingo da Liberdade

gyoza.jpgEu posso dizer, com certeza, que o sabor do Gyoza da feirinha da Liberdade mudou a minha vida. Foi a primeira mordida naquela massa deliciosa, recheada com porco e frango, tudo molhado ao shoyo com ervas, que me impulsionou na busca por novos sabores.

O começo de tudo foi o gyoza. Foi um gozo incomensurável. Eu sou fresco para comer, mas do tipo que só come coisas simples. Foi no sentido de me fazer querer a novidade que o gyoza se destaca.

A feirinha da Liberdade acontece todos os domingos, no bairro da Liberdade, em São Paulo. É um pouco cheio, você come de pé, mas vale a pena. Não há gyoza igual.

Além deste prato, há ainda várias opções deliciosas na feirinha. Eu recomendo fortemente.

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2 – Árabe no Almanara

arabe.jpgO dia em que comi pão sírio, homus e kafta foi especial. Era 16 de abril de 2007, o dia em que pedi minha namorada em casamento e ela disse “sim”. Parte da comemoração foi o jantar no Almanara. O restaurante fica em Alphaville. O ambiente é silencioso e escurinho, perfeito para ficar namorando. E a comida é deliciosa.

Eu nunca imaginei que, em vida, comeria pasta de grão de bico e acharia gostoso. Mas estão aí os fatos para mostrarem a verdade. Comi também um kibe com amêndoas, o melhor já provado. Para finalizar, comi kafta, que é carne moída temperada à moda libanesa; junto vinha um molhinho muito gostoso, parecido com o nosso vinagrete, mas com um tempero desconhecido por mim.

O dia, a companhia, a comida, o clima, fazem do jantar no Almanara o vice-campeão da minha lista.

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1 – Comida tailandesa no Mestiço

tailandesa-2.jpg Nenhuma comida chegou aos pés da que experimentei no Mestiço. Foi no dia 20 de julho de 2007, para comemorar meu aniversário. Fomos eu a Bruna, minha namorada.

O ambiente já nos ganhou. O lugar era claro, sem ser invasivo. Serviço perfeito. Todos muito educados, rápidos e bem treinados. Explicaram passo a passo o que era cada prato e sempre estavam disponíveis. A organização é realmente impecável.

Tivemos que esperar um pouco pela liberação de uma mesa, mas até a espera foi agradável, com cerveja e conversa. O Mestiço é um lugar realmente agradável.

O jantar em si, bah, foi o mais delicioso da minha vida. Começamos com uma entrada, o Krathong-thong, uma cestinha com frango, milho e um tempero que preciso aprender a fazer de qualquer jeito. A casa é especializada nessa entrada. Vale muito a pena, realmente. Serviu como demonstração do que estava por vir.tailandesa-1.jpg

Em seguida, fomos ao prato principal propriamente dito, o bonitão ali de cima, Paad-Pak, um frango coberto com pasta de gergelin que acompanhou vegetais temperados com outro misterioso tempero inesquecível. Pedimos com shitaki, que é uma delícia. Junto aos vegetais, mais cogumelos deliciosos.

Para acompanhar, pedimos arroz indiano, que é um arroz amarelo com pedacinhos de frango e outras delícias.

Foi perfeito. Nota 10 para o serviço, para o ambiente, para a companhia e para o sabor, que pretendo repetir ou reproduzir muito em breve.

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Infelizmente, não conheço de cozinha o suficiente para saber o quanto pratos estrangeiros são traduzidos para o Brasil. De todo modo, garanto que as refeições acima precisam ser experimentadas.

o dia 20/07/2007, dia dos 27

Neste 20/07 de 2007 estou fazendo 27 anos.
Diz aí, se eu fosse da numerologia, eu estaria pilhado.
É muito 2 e muito 7 junto. A soma de tudo dá 9:
2+7+2+7+2+7= 27… 2+7=9
Sacaram que somar o dia, o mês, o ano e a idade dá 27 de novo?
Doido, né?
Diz aí, se eu fosse da numerologia, eu estaria pilhado.
Vamos fingir que eu sou, pra ver coé.
Fui pesquisar e já voltei.
O lance é que numerologia é cara. Não há análise por menos de $25.
O típico: uma galera mente, outra galera paga, todo mundo fica feliz.
O que consegui de graça:
Dizem que o 9 é a completude. E significa mudança de ciclo.
Viu? Diz aí, se eu fosse da numerologia, eu estaria pilhado.
Mas não sou. E estou pilhado do mesmo jeito.
27 é uma idade temível para aqueles que curtem rock.
Especialmente temível para aqueles que fazem rock.
Quer saber por quê?
Jim Morrison, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Kurt Cobain e outro,
Empacotaram com 27 anos.
Doido, né?
Diz aí, se eu fizesse rock, eu estaria pilhado.
Hoje faz 38 anos que o homem pisou na lua.
É dia da amizade. E dia da fundação da academia brasileira de letras.
É um dia bacana. E cai de sexta, o dia mais feliz da semana.
Então, não esqueçam de me comprar um presente.
Nossa! Repararam? Esse texto tem, adivinhem, 27 linhas……….