cloverfield

Assistir a Cloverfield foi espantoso!

Para mim, o filme é perfeito, nada a mudar.

Eu gosto de filmes que mostram as personagens principais como aquilo que as pessoas realmente são: pessoas. É claro que vez por outra eu curto um filme mais estilo Rambo, etc. A minha preferência, porém, é quando as pessoas são pessoas. O bacana de Cloverfield é que ele consegue ser um filme de eventos inimaginavelmente incomuns que ocorrem com gente comum. Não pode haver melhor.

Outros filmes nesse estilo é, claro, “Bruxa de Blair”, “Guerra dos Mundos” e “Filhos da Esperança”. Todos esses são do estilo eventos incríveis / pessoas comuns. Deles, o meu preferido é “Filhos da Esperança”: aquelas cenas sem corte são geniais e me impressionaram pela beleza e pela destreza com que foram realizadas.

A história de Cloverfield vocês já conhecem. Um grupo de jovens está em uma festa quando explosões começam a acontecer, prédios começam a cair e o desespero toma conta dos moradores da cidade Manhatam. Todos esses acontecimentos chegam até nós por meio de uma câmera amadora, pilotada por um dos personagens do filme.

A partir da primeira explosão, começa a jornada dos protagonistas para resgatarem uma amiga e tentarem se manter vivos. Enquanto caminham por Manhatam, encontram-se algumas vezes com o responsável por todo aquele terror, um monstro gigantesco. Ao mesmo tempo, têm que conviver com o exército, que incansavelmente ataca o monstro.

O filme é lindo, o modo como as coisas vão ocorrendo… O tamanho do homem diante do terror do desconhecido.

No more. Vão ver!

Cloverfield

a ascensão das cópias dubladas (TV e cinema)

Os amantes de cinema podem começar a temer.

Eu já vinha reparando no fato, mas agora há dados oficiais: está aumentando a quantidade de cópias de filmes dubladas nos cinemas. A FOX no Brasil passará a ter a programação toda dublada. Qual será a próxima?

O problema das cópias dubladas é a distorção da arte, e das supostas peças artísticas. Por melhor que seja a dublagem, é impossível uma transposição perfeita dos maneirismos dos atores e de alguns trocadilhos típicos da língua da obra.

Fico me perguntando por que o aumento de cópias dubladas… Por um lado, a resposta é óbvia: vai render para as distribuidoras. Certamente há mais espectadores pedindo dublagem do que pedindo legendas. O mesmo para a FOX.

Mas por que, santa madrugada, os espectadores querem cópias dubladas?

SERÁ, MEU DEUS, QUE AS PESSOAS NÃO CONSEGUEM LER AS LEGENDAS A TEMPO DE COMPREENDEREM O PROGRAMA OU FILME?

Porque, ou é isso, ou AS PESSOAS TÊM PREGUIÇA DE LER!

Qualquer uma das duas opções é terrível. É o Brasil nivelando por baixo!

Desculpem o tom, mas
EU TENHO MEDO!

sou fã – parte iii: filmes

Dessa vez vou encurtar o tempo de produção do post. Eu já tinha feito uma lista, neste blog, com os meus filmes preferidos. De lá para cá não mudou muita coisa. “Children of Men” merece uma menção honrosa, mas ainda não o direito de estar nesta lista.

Então, copiado de mim mesmo, os filmes dos quais sou fã:

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Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol
Ambos dirigidos por Richard Linklater, ambos estrelados por Ethan Hawke e Julie Delpy, que intepretam Jesse e Celine. Os filmes são continuação um do outro; contam a história de como Jesse e Celine se conheceram, viveram um dia fantástico e se perderam por muitos anos, até se reencontrarem em Paris. Romântico de um modo não enjoativo e com diálogos muito inteligentes. Quem não gosta de romance, deve ver pelos diálogos. Quem gosta de romance, deve saber que Hollywood passa longe desses filmes (louvado seja Linklater). Títulos originais: Before Sunrise e Before Sunset.

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Clube da Luta
O diretor David Fincher socou com força a cara de todo mundo, e o pessoal quis mais. O filme conta com o genial Edward Norton e com Brad Pitt, que também manda bem. A história? Bom, é claro que você sabe, mas por via das dúvidas não vou contar muito. É um filme sobre um cara estragado pela insônia que conhece um produtor de sabonetes nada convencional. Ambos, cansados da vida cotidiana sem sentido, montam um clube onde as pessoas podem lutar para “relaxar” e esquecer os problemas. O filme tem surpresa no final, e uma tensão crescente delirante. Veja! Título original: Fight Club.

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Curtindo a Vida Adoidado
John Hughes dirigiu Matthew Broderick em um dos filmes mais divertidos já produzidos por seres humanos. Broderick é Ferris, um adolescente vida mansa cansado da escola chata, dos pais protetores, do diretor trapalhão e aquela coisa toda. Depois de faltar à escola fingindo estar doente, coloca a namorada e o amigo em um conversível e vagueia pela cidade grande aproveitando a vida alucinadamente. Além do clima de diversão constante, da inteligência de Ferris para enganar a todos e das suas armações para não ser pego, é cômico ver o diretor Rooney se dando mal mundo afora na tentativa de descobrir o aluno malandrão. Salve Ferris! Título original: Ferris Bueller’s Day Off. Em portuga o título é muito melhor!

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Depois da Chuva
O diretor do filme é Takashi Koizumi, o roteiro é do Akira Kurosawa, mas o pessoal desavisado atribui o filme ao Akira. A história contada é simples e bonita. Um ronin habilidoso fica preso em uma espécie de pousada com a esposa e alguns de viajantes. Seu modo ponderado e desapegado muda a maneira rude como os viajantes se relacionavam uns com os outros. Paralelamente, o ronin conta como derrotou um grande mestre samurai e tenta tornar-se novamente subordinado a um lorde feudal. A história é ótima, a fotografia é ótima. O filme mostra muito bem como é uma filosofia do desapego. Zen como o zen é. Título original: Ame Agaru.

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Hair
O filme é dirigido por Milos Forman e estrelado por Treat Williams, John Savage e Beverly D´Angelo. É um dos melhores filmes já feitos por seres humanos. Conta a história de hippies na época da guerra: seu modo de vida, suas idéias, sua maneira de curtir. O problema é que um dos membros do grupo precisa ir à guerra e isso muda tudo… O final é extraordinário. Este foi o filme que eu mais vi em minha vida, ganhando até de Matrix. Recomendo fortemente. Já havia escrito sobre o filme aqui. Título original: Hair.

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Idiotas, Os
Já ouviram falar de Lars Von Trier? Dos mais recentes, todo mundo deve ter visto Dançando no Escuro, Dogville, e agora Manderlay (este não vi ainda, damn it). Digamos assim que ele é um diretor que gosta de coisas diferentes. O filme “Os idiotas” foi feito sob orientação do Manifesto Dogma 95. O diretor dispensa efeitos especiais, efeito de iluminação, trilha sonora, etc. Usa uma câmera e só. O método torna o filme mais “real”. Os Idiotas, porém, são mais do que isso. O filme mostra um conjunto de amigos que não se importam com regras, e as quebram fingindo serem retardados. O que os amigos fazem é alucinante e tenebroso. Se você é curioso e curte coisas inusitadas, tem que ver Os Idiotas. Sim, tem que ver! Título original: Idioterne.

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Invasões Bárbaras, As
Dirigido por Denys Arcand, o filme mostra o reencontro de um conjunto de amigos na ocasião do fim da vida de um deles. Esses amigos podem ser vistos mais jovens em outro filme, que conta com os mesmos atores: O Declínio do Império Americano. No Invasões Bárbaras, os amigos narram um para o outro o que lhes aconteceu na vida. Enquanto isso, acompanham o processo da morte de Remy. É um filme inteligente, que discute sexo, morte, amizade, paternidade. Curto demais! Se você curte ouvir idéias interessantes, esse filme é para você. Eu já havia escrito sobre uma das músicas do filme aqui. Título original: Les Invasions Barbares.

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Matrix
Este é o filme! Os irmãos Wachowski comandam Keanu Reeves, Lawrence Fishburne e Carrie-Anne Moss no filme de ficção científica mais extraordinário já produzido. Keanu é Neo, um hacker que tem sua vida virada do avesso depois de conhecer Trinity e Morpheus, outros hackers que lhe contam o que é a Matrix: um sistema de interação virtual que aprisiona as pessoas do mundo todo. As cenas de luta são épicas, a história é fenomenal, os personagens são excelentes. O clima pesado, as roupas negras, os desvios de balas, a história da caverna recontada… Este é o filme! Mas cuidado: veja somente o primeiro e ignore a existência das continuações. Título original: Matrix.

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Sonhadores, Os
Dirigido por Bernardo Bertolucci. O filme conta sobre um americano que conhece um casal de irmãos franceses e passa a viver com eles. Os três são cinéfilos, os três são jovens a fim de viver, os três se tornam praticamente uma pessoa só. O americano se apaixona pela guria, mas precisa lidar com a relação forte dela com o irmão. Cenas de corrida no Louvre, de banquete de lixo, cenas sensuais e referências e mais referências a outros filmes. O filme é muito bom! Se você não gosta de filmes alternativos, deve ver pelo menos pela beleza de Eva Green. Título original: The Dreamers.

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Waking Life
Olha quem está aqui novamente: o diretor Richard Linklater, o que faz dele o cara que mais fez filmes que eu curto. O filme é um desenho baseado em filmagens reais. Um garoto não sabe quando está acordado e quando está sonhando; em cada cena está falando com uma pessoa diferente sobre temas como física quântica, filosofia existencial, psicologia, violência. Idéias interessantes seguidas de idéias interessantes. Ao contrário de “Quem somos nós?”, este é um filme que discute ciência e filosofia de verdade, sem falsas apelações. Destaque especial para a participação dos personagens Jesse e Celine (ver Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol, neste post), o que os torna meus personagens favoritos do cinema. Na verdade, eu já havia escrito sobre esse filme aqui. Título original: Waking Life.

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É isso. Podem assistir.

babel e pequena miss sunshine

Babel

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O filme “Babel” faz parte de uma trilogia que inclui “Amores Brutos” e “21 Gramas”. Todos do diretor Alejandro González Iñárritu. Segundo o diretor, todos os filmes focam a família. “Amores Brutos” de uma perspectiva local (o país de Iñárritu: México), “21 Gramas” de uma perspectiva estrangeira (Estados Unidos) e “Babel” de uma perspectiva global. Afirma ainda que o tema principal de “Amores Brutos” é a paixão desmedida; em “21 Gramas” é a perda e em “Babel”, a compaixão.

Eu vi os três filmes em períodos diferentes da minha formação como pessoa. E depois os revi novamente. Fica difícil falar se o melhor é “Amores Brutos” ou “21 Gramas”. A certeza é que “Babel” é o pior deles. Não prende a atenção, é longo demais, os personagens são mostrados superficialmente e 95% deles são idiotas. No entanto, o filme alcançou um objetivo em mim: aumentou minha percepção da humanidade como um bando de macacos que se tornaram pouca coisa diferentes entre si. Família é família, moleque é moleque, pessoas estúpidas, bondosas, horrorosas, existem em todos os lugares. É um filme para denunciar pré-conceitos, como “Crash”, mas não tão bom quanto este.

Bom, eu recomendo, vá… Veja. Mas se quiser curtir mesmo Iñárritu, fique com “Amores Brutos” e “21 Gramas”. Nota 6 pro Babel.

Pequena Miss Sunshine

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Este filme é muito bom. Dou a ele nota 8,5. Os personagens são os losers mais esquisitos que um filme bonitinho já viu. E são todos muito simpáticos. O pai é um loser que escreve sobre vencedores. A mãe não tem sal, nem açúcar. O avô é um tarado expulso do asilo. O tio é um suicida invejoso. O irmão mais velho fez voto de silêncio até cumprir seu objetivo. A garotinha é um doce. Não tem como não gostar da família loser na perua loser levando a garotinha para um concurso de “beleza”. Ninguém da família se dá muito bem consigo, com o mundo e com os outros familiares. E aí a kombi quebra… Digo com conhecimento de causa: nada une as pessoas com mais firmeza do que empurrar um carro em conjunto.

Veja este filme. Agora!

O que Babel e Pequena Miss Sunshine têm em comum
O que “Pequena Miss Sunshine” e “Babel” têm em comum é o fato de ambos terem sido vistos por mim no último fim de semana (30jun e 01jul). Esta característica faz deles filme únicos.

pós homem-aranha 3

Ao contrário do que eu previa, eu pude ver homem-aranha 3 neste fim de semana.

O filme realmente tem coincidências demais, e o vilão Venon não é desenvolvido de maneira adequada. A história é rápida, mas é contada em uma seqüência boa. As cenas de ação são espetaculares; todas elas, à exceção de uma, um pouco exagerada. O Homem Areia é um vilão excelente. Não vou falar mais nada. Garanto que é divertido.

Somando tudo, eu gostei muito do filme. São 2h20 de diversão!

Eu darei nota 8,5 ao terceiro filme.
Uma nota 8,5 para o segundo filme.
E lanço um 9,5 ao primeiro filme.

Porque 10, só Matrix e Hair.

pré homem-aranha 3

Sou fã do camarada aranha. Eu lia os quadrinhos alucinadamente, conseguindo até mesmo suportar a terrível saga do clone. Quem sobrevive àquilo, pode suportar tudo. Ou não?

Vi os filmes com empolgação crescente em cada cena, em cada batalha, em cada pedaço do drama! O primeiro longa revolucionou os filmes de herói, o segundo foi espetacular por vários motivos, um deles por não ter sucumbido ao mal de Hollywood: exagerar muito, nas histórias, na quantidade de personagens, nos dramas dos personagens.

X-Men seguiu essa tendência. O primeiro filme foi bom. O segundo foi excelente. O terceiro é confuso: muita ação, pouco desenvolvimento de personagens, apenas acontecimentos colossais. Sucumbiu ao mal de Hollywood. Sempre criticam esse tipo de coisa, e os cabeções continuam fazendo isso.

Eu disse a algumas pessoas que esperava, infelizmente, o mesmo destino para Homem Aranha 3. Quando fiquei sabendo de tudo que aconteceria, logo percebi que exageraram. Previ duas possibilidades: ou o filme ficaria ruim, ou fariam um filme com 3h de duração. Bom, o filme não tem 3h… Eu li três críticas ao filme até agora. Uma delas concorda comigo em cada linha, a outra descreve um filme perfeito, a terceira fica no meio do caminho entre as outras duas.

Sendo um fã, estou ansioso.
Só vou poder ver o filme na segunda-feira… isto me mata.

pepa filmes

Eu sou um fã da Pepa Filmes, a produtora de filmes mais figuraça que eu conheço. Se você gosta dos meus filmes “A Lenda e a Verdade”, “Tsunami vs Zabuza”, “A Floresta Maldita” e “A Pirâmide e os Soldados”, você também vai gostar dos filmes da Pepa Filmes. Meus filmes foram criados apenas porque um dia eu conheci a Pepa. Sendo eu um camarada gente boa, vou disponibilizar alguns videozinhos da Pepa, que achei no youtube. Coisa fina. A imagem não é das melhores, mas a história é o forte. Se estiverem com preguiça, vejam, pelo menos, o último filme deste post, “O incenso da discórdia”.

O trecho da Cocotinha

Neste trecho, o da cocotinha, 4 bandidos conversam, até que as cocotinhas passam na rua. Prestem atenção ao diálogo. Coisa fina.

Esta cena é perfeita. Acho que o filme é “Coronel Cabelinho vs Grajaú Soldiaz”

Toda a maldade do Cão.

O incenso da discórdia

O clássico máximo da Pepa Filmes. A obra prima.

Links legais:
Pepa Filmes no youtube
Área de downloads da Pepa Filmes

PS: Se você não conhece os meus filmes citados acima, é só me pedir. Eu faço o upload no youtube e vocês curtem amarradões.

Curtiu, né, João?