mudanças no blog

Como vocês podem observar, a cara do blog mudou.

Eu não estava satisfeito com a aparência anterior. E, infelizmente, eu não conheço o suficiente de edição de páginas para fazer algo inteiramente ao meu gosto.

No entanto, encontrei este tema que vocês vêem agora, que possui apenas um defeito: essa estrelinha azul indicando o início de um item na barra lateral. Eu vou tentar arrancá-la, mas ela fica por aí até que eu consiga fazer isso. Feito!

Consegui colocar uma foto especial para mim. Sou eu em uma trilha que vai da praia Barra da Lagoa até a praia da Galheta, em Florianópolis. Sou fissurado em paisagens. Elas mostram o tamanho verdadeiro do mundo.

Em breve, vou copiar a excelente forma de divulgação de livros, CD’s e DVD’s utilizada pelo Catatau. O autor deixa seus itens indicados na barra lateral. Dessa forma, incentivo as pessoas ao diálogo. Após verem, lerem, ouvirem as obras indicadas, podemos conversar melhor sobre elas.

É isso aí. O ritmo continuará lento, mas nunca parado.

o que é a psicologia – parte 4: o início da Psicologia II

Na última parte da série, vimos sobre o primeiro laboratório de Psicologia e sobre a burrada da eugenia. Agora, vamos discutir outro lado do funcionalismo, sem relação tão estreita com as idéias de Galton. E vamos fazer isso falando especificamente de um dos maiores psicólogos que já existiu: William James.

James escreveu sobre tudo. Desenvolveu, com o amigo Peirce, o pragmatismo, do qual vou falar em outro post. Ao mesmo tempo em que escreveu o livro “Princípios de Psicologia”, afirmou não ser psicólogo. Do mesmo modo que defendeu uma Psicologia científica, estudava experiências religiosas místicas. Vamos ver o que essa personagem disse.

No seu livro chave, os “Princípios”, James defendeu que a Psicologia não deve se focar em descobrir os elementos da experiência, mas sim no estudo das pessoas vivas em sua adaptação ao ambiente. Ou seja, ele deslocou o objeto de estudo da Psicologia da estrutura dos processos mentais para o funcionamento desses processos na interação total do organismo com o ambiente. Foi uma mudança fantástica, à qual muitos psicólogos aderiram depois do autor. Para James, a consciência era um fluxo constante e esta é a razão pela qual dividi-la seria improfícuo. Além disso, a consciência nunca se repete e depende de idiossincrasias de cada pessoa.

Para o autor, era preciso verificar qual a importância biológica da consciência. Se ela estava presente nos seres humanos é por que ela havia sido selecionada pela pressão natural. James concluiu que a consciência tinha a importante função de nos permitir escolher. O autor havia experienciado um período de depressão, do qual escapou quando disse a si mesmo que seu primeiro novo ato seria acreditar no livre arbítrio. É provavelmente daí que esta postulação importante de consciência como possibilidade de escolher tenha se originado.

Uma das mais interessantes contribuições de James foi no estudo das emoções. Antes dele, acreditava-se que a emoção era um processo em que uma situação do ambiente produz uma mudança mental que, então, provoca reações corporais. Ou seja, primeiro muda-se o pensamento e este muda o corpo. James postulou que a ordem era a inversa. Uma situação muda primeiramente o corpo, e a percepção da mudança do corpo é a emoção. James parecia raciocinar sempre avaliando a importância adaptativa dos comportamentos. Faz sentido pensar que reações corporais, presentes em animais “incapazes” de pensar, sejam as responsáveis pela sobrevivência das espécies.

A obra de James influenciou psicólogos como Thorndike, do qual falarei futuramente. Além disso, seu pragmatismo foi adotado por uma das mais valiosas vertentes da Psicologia: a análise do comportamento.

No próximo texto vou arriscar falar de Psicanálise. Conheço pouco dessa ciência e agradeço colaborações e até convidados para escrever este texto para mim. Penso em dois colegas: Marcus, de Goiás, e Lucas, de Santa Catarina. Algum de vocês topa?

Enquanto isso, vejam:

O que é a Psicologia – introdução
O que é a Psicologia – Parte 1: os primórdios filosóficos
O que é a Psicologia – Parte 2: os primórdios da biologia
O que é a Psicologia – Parte 3: o início da Psicologia I
O que é a Psicologia – Parte 4: o início da Psicologia II