Um dia, um velho disse a um garoto:
– As plantas também precisam de oxigênio.
O garoto foi dormir.
E o blog foi interrompido por tempo indeterminado.
Um dia, um velho disse a um garoto:
– As plantas também precisam de oxigênio.
O garoto foi dormir.
E o blog foi interrompido por tempo indeterminado.
Ao contrário do que eu previa, eu pude ver homem-aranha 3 neste fim de semana.
O filme realmente tem coincidências demais, e o vilão Venon não é desenvolvido de maneira adequada. A história é rápida, mas é contada em uma seqüência boa. As cenas de ação são espetaculares; todas elas, à exceção de uma, um pouco exagerada. O Homem Areia é um vilão excelente. Não vou falar mais nada. Garanto que é divertido.
Somando tudo, eu gostei muito do filme. São 2h20 de diversão!
Eu darei nota 8,5 ao terceiro filme.
Uma nota 8,5 para o segundo filme.
E lanço um 9,5 ao primeiro filme.
Porque 10, só Matrix e Hair.
Sou fã do camarada aranha. Eu lia os quadrinhos alucinadamente, conseguindo até mesmo suportar a terrível saga do clone. Quem sobrevive àquilo, pode suportar tudo. Ou não?
Vi os filmes com empolgação crescente em cada cena, em cada batalha, em cada pedaço do drama! O primeiro longa revolucionou os filmes de herói, o segundo foi espetacular por vários motivos, um deles por não ter sucumbido ao mal de Hollywood: exagerar muito, nas histórias, na quantidade de personagens, nos dramas dos personagens.
X-Men seguiu essa tendência. O primeiro filme foi bom. O segundo foi excelente. O terceiro é confuso: muita ação, pouco desenvolvimento de personagens, apenas acontecimentos colossais. Sucumbiu ao mal de Hollywood. Sempre criticam esse tipo de coisa, e os cabeções continuam fazendo isso.
Eu disse a algumas pessoas que esperava, infelizmente, o mesmo destino para Homem Aranha 3. Quando fiquei sabendo de tudo que aconteceria, logo percebi que exageraram. Previ duas possibilidades: ou o filme ficaria ruim, ou fariam um filme com 3h de duração. Bom, o filme não tem 3h… Eu li três críticas ao filme até agora. Uma delas concorda comigo em cada linha, a outra descreve um filme perfeito, a terceira fica no meio do caminho entre as outras duas.
Sendo um fã, estou ansioso.
Só vou poder ver o filme na segunda-feira… isto me mata.
Hoje, a primeira coisa que eu vi depois de sair da escuridão da estação clínicas do metrô para o sol da Dr. Arnaldo, foi uma pomba. Ela estava pousada no meio da avenida, passeando por ela com aquele andar empescoçado típico das pombas.
É preciso dizer que eu não gosto de pombas. São animais sujos, e estão em número muito maior do que deveriam. Pombas são uma praga para as cidades, como os ratos. Em sua maioria, são feias quando olhadas de perto, com olhos podres e bicos deformados. Uma praga, uma verdadeira praga causadora de doenças.
Esta pomba que eu vi era daquelas meio verdes, meio brancas, meio marrons. Uma das feias. Passeando na avenida. Um ônibus veio em sua direção. O motorista nem deve ter se dado conta do fato. A pomba percebeu tarde demais. Tentou levantar vôo, mas não foi rápida o suficiente. Subindo, bateu embaixo do ônibus e, descoordenada, foi para perto da roda dianteira, que passou por cima de uma de suas asas. Quando eu vi a cena, antes de saber do seu resultado, eu tive certeza de que a pomba morreria. Foi extraordinário vê-la viva após a passagem do ônibus.
A pomba cambaleou um pouco, e dobrou a asa atropelada como se ela não tivesse sido machucada. Eu estava pronto para vê-la levantar vôo e me deixar boquiaberto. Ela ficou parada. Um carro passou ao lado dela, e ela ficou parada. Um outro carro desviou dela no último segundo, e ela ficou parada. Imóvel, imóvel, enquanto sua vida estava nas mãos de motoristas apressados em uma grande avenida.
Eu tive um leve impulso de recolhê-la, mas desisti. Pombas são sujas, e eu não podia saber se ela teria condições de sobreviver após o que aconteceu com sua asa. Talvez eu tenha sido covarde. Enquanto caminhava em direção ao ponto, eu olhava a quase todo instante para a pomba. Ela estava de pé, podia chegar à calçada. Podia, quem sabe, voar. Eu olhava todo instante. A pomba não se movia. E os carros passavam.
É incrível o efeito do medo sobre o comportamento. A pomba ficou paralisada, mesmo estando em risco. Eu queria que aquela pomba fosse um símbolo, ou que eu pudesse tirar uma lição de moral de toda a história. Não pude. Não havia símbolos ali, apenas uma pomba fraca. Fraca porque não desviou do ônibus. Fraca porque não fugia de medo: paralisara. Um bem para a espécie, diriam alguns. Um nada para os homens, nenhuma lição, apenas um pedaço de realidade, da rapidez dos acontecimentos; um lembrete, se muito.
Eu olhei, ela estava lá. Eu olhei novamente, e a pomba…